segunda-feira, 1 de junho de 2020

Padronização X Variedade


Houve um tempo na informática que os softwares, sistemas operacionais e aplicativos eram dominados por poucos produtores. O Windows, embora na época houvesse mais uma meia dúzia de Sistemas Operacionais, reinava soberano no uso de PC para usuários finais. Grandes empresas usavam o Unix (hoje usam seu filho predileto, o Linux). Esse pouco número de produtores, embora cause um efeito colateral amargo, que seja o domínio de um fabricante, que acaba não tendo concorrentes e gerando um monopólio comercial no mercado, tem também, no campo tecnológico, suas vantagens: criar padrões talvez seja a principal delas. Nos antigos tempos, quando só havia um sistema, criou-se por exemplo Ctrl+C / Ctrl+V que hoje, todos sabem o que é. Imagina se, no início, houvesse dezenas de empresas e cada uma inventasse um jeito de fazer isso, teríamos hoje umas 2 dúzias de maneiras diferentes de mandar conteúdos de um pra outro lugar. A falta de padronização não ajudaria em nada o processo de popularização e aprendizado, a fim de gerar situações que hoje, todos conhecem.
A padronização, então, embora favoreça o domínio comercial de uma empresa que gerou o padrão, tem também a vantagem de tornar a tecnologia popular. Todo mundo sabendo fazer as coisas do mesmo jeito. Foi isso que, no início, permitiu a popularização da informática e da tecnologia. Sem a padronização no início, pode ser que nem tivéssemos chegado ao nível que estamos hoje.
Junto com a variedade de empresas, ao lançar novas tecnologias, aparecem também as muitas opções de como usar uma nova tecnologia. Com isso, ao aprender, por exemplo, em como assistir uma aula virtual, não ajudará muito se, na próxima vez que for assistir uma aula virtual, utilizar uma plataforma diferente da primeira e a forma de uso para assistir essa aula for diferente. Você terá de aprender tudo de novo e não poderá ser beneficiado tanto do aprendizado anterior. Algumas coisas sempre ficam, claro. Mas com cada empresa querendo criar suas próprias formas de fazer as coisas, a dificuldade em se aprender são maiores.
Já se dizia que um padrão é tão bom que cada um quer ter o seu!
O bom, nisto tudo, seria as outras empresas, que criam tecnologias parecidas poderem fazer as coisas parecidas com as primeiras, terem formas de uso que não se diferenciem tanto assim para os usuários finais. Mas acredito que isso será difícil. O mais provável é que aconteça com os aplicativos o mesmo que aconteceu com as músicas.
Assim como a internet possibilitou muitos mais artistas apresentarem seus trabalhos, poderem colocar sua música para o público, esse público tornou-se muito pulverizado, distribuído, diluído. Muitos músicos podem divulgar seu trabalho, mas não tem como este mesmo número de músicos ter fama no país inteiro, serem cantores como os antigos sucessos, como Roberto Carlos, Cazuza, Engenheiros do Havaí e outros. Embora, naquela época, as chances para todos fossem menores e muitos talentos ficassem escondidos, aqueles que conseguiam o sucesso, o faziam numa amplitude e alcance muito maior.
O mesmo ocorreu com o processo da distribuição de empreendedores no Brasil nos micro e pequenos empresários. Temos hoje até o MEI (Microempreendedor individual), onde uma pessoa sozinha é capaz de ter uma empresa: algo impensável algumas décadas atrás.
Esse processo das empresas trouxe algumas vantagens: muitos podem ter a chance de empreender, serem donos de seus negócios, produzirem etc. Mas, proporcionalmente, terão um número menor de clientes, atenderão um nicho mais específico e uma região menor. Também não terão os lucros milionários dos mega empresários de outrora. O sonho de muitos empresários, ao abrirem uma empresa, já foi ficar rico. Mas hoje é diferente. Empresário é o pipoqueiro e a costureira que trabalham sozinhos. Os funcionários de microempresas também não recebem os salários e benefícios das grande empresas, embora tenham mais facilidade de conseguir seus empregos, mais perto de sua vizinhança do que antigamente, mais fáceis de alcançar do que as vagas difíceis nas mega empresas.
Da mesma forma, no mercado de software, hoje em dia temos muitas opções para cada função ou utilidade que existe para atender a cada necessidade dos usuários. E, da mesma maneira que nos outros exemplos, não há muita padronização nas novas tecnologias que vão surgindo. Mesmo para tarefas parecidas, alguns softwares realizam as tarefas de maneiras diferentes.
Ainda bem que as funcionalidades básicas da informática tiveram tempo de serem padronizadas e popularizadas. Hoje muitos a conhecem. Quem não conhece, pode aprender de forma relativamente fácil. A sugestão é que as pessoas invistam tempo e aprendam bem e de forma consistente as funcionalidades, opções e ferramentas básicas da informática, da tecnologia.
Porém, após bem aprender o básico, que hoje em dia é usado em praticamente tudo, de música e TV a casas totalmente inteligentes, de controle administrativo a entretenimento, em tudo a tecnologia está presente. Após bem entender o básico, minha outra sugestão é de que se busque o necessário para atender sua necessidade e se aprenda, de forma específica, a ferramenta que precisa utilizar.
Aos poucos, a padronização massiva vai desaparecer para as novas tecnologias. O que pode ajudar é entender bem a raiz de tudo. Isso vai ajudar bastante no aprendizado de toda nova tecnologia. Isso só se faz com bons treinamentos no que é básico em tecnologia.




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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Algoritmos nas Empresas



Os algoritmos, como já falamos, são aqueles pequenos pedaços que compõem o software, contendo a lógica e a sequência de comandos que uma máquina deve obedecer para executar suas tarefas. Dependendo da qualidade do algoritmo, os resultados podem ser melhores ou piores. Eles estão atualmente presentes em tudo, porque estamos cercados de ferramentas tecnológicas, que participam do nosso cotidiano.
Mas é bom lembrar que os algoritmos, os softwares e os computadores só iniciaram suas “vidas” com o uso nas empresas, pela contabilidade, através de planilhas eletrônicas capazes de calcular totais e substituir as antigas folhas colunadas dos contadores e tornar este trabalho bem menos maçante. Aquele foi o início que possibilitou a este equipamento ser popularizado no início de sua existência.
Nos softwares presentes hoje em dia nas empresas as partes mais comuns são os cadastros. Parece simples. Mas, mesmo aqui, um bom algoritmo pode fazer a diferença. Conferências e verificações que facilitem ao usuário não cadastrar “sem querer” um mesmo cliente 2 vezes, facilidades para gerar ou conferir a digitação de um código de barras e outras carcterísticas podem fazer a diferença mesmo num simples cadastro.
Durante outros processos, como a emissão de uma Nota Fiscal Eletrônica, o sistema pode simplesmente oferecer um ambiente de digitação, onde o usuário é responsável por toda informação fornecida e sua integridade ou pode haver um sistema com algoritmos que ajudem o usuário a verificar possíveis erros ou irregularidades durante o processo de emissão de uma Nota, ou mesmo apenas facilitar o procedimento, oferecendo métodos simples de envio desta mesma NF-e ao cliente.
Nestes pontos é que o algoritmo faz a diferença. Imagina se para fazer um pedido de venda, o atendente precisasse digitar e clicar muitas partes da tela, talvez desnecessárias e sem sentido, tornando a sequência de atos para se emitir um pedido uma verdadeira odisseia. Numa parte crucial do sistema como essa, responsável pelo atendimento ao cliente final, é necessário que o processo seja prático e rápido.
Um bom algoritmo, presente num software empresarial pode ser a diferença entre tornar realmente este software em uma ferramenta gerencial de valor ou apenas ter um “programinha” que vai ajudar a manter a lista de clientes ou produtos.
Ferramentas de gerenciamento dos cadastros são essenciais para quem possui cadastros com 1000, 2000, 5000 ou 20 mil itens. Imagine gerenciar tudo isso sem as devidas ferramentas próprias que permitam manter este cadastro, esses registros de forma organizada e relevante.
É nessas horas, mediante esta qualidade do algoritmo (e outros itens, como o suporte prestado pela empresa de informática, o treinamento e as contínuas melhorias no sistema, por exemplo), que fazem a diferença entre aqueles software que se conseguem gratuitos na internet e outros que custam milhões. Dentro desta ampla faixa, com certeza há softwares de qualidade e por um custo benefício atrativo para possibilitar à empresa usar uma verdadeira ferramenta gerencial na sua administração.
As grandes empresas já sabem o valor de uma boa ferramenta de CRM ou ERP. As pequenas empresas podem também ter isso à disposição, se escolherem o software que contém o algoritmo correto e mais útil, dentro das suas necessidades.
Se o que a empresa busca é apenas uma tela para informar ao consumidor final o valor total da compra, eu diria que basta ter uma boa calculadora na mesa, não precisa investir em sistema de informática (leia o artigo “Calculadora de Luxo”). Mas se o empresário quer realmente uma ferramenta que lhe ajude a verificar a saúde administrativa, financeira e operacional da sua empresa, então um software que saiba fazer isso é essencial. Não é qualquer telinha de digitação de NF-e que vai resolver, mas precisa ter um bom algoritmo.




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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Os Algoritmos, Sociedade e Cada um de nós



Encerrando o assunto dos algoritmos e falando um pouco mais agora sobre o aspecto social deles, dentro deste ponto de vista social, quando um grupo de pessoas começa a pensar, fortemente, que seu modo de pensar é unânime, pode se animar a defender seu ponto de vista cada vez mais ferrenhamente e, com o passar do tempo, aumentar seu grau de intolerância para os pontos de vista diferentes dos seus. Afinal, de acordo com as redes sociais, “todos” pensam muito parecido com você, todos gostam das mesmas coisas que você, todos “concordam” com você! O fato é que as redes sociais, levadas pelos algoritmos, só mostram os assuntos relacionados àqueles que eu tenho interesse. É como uma pessoa que só frequenta um tipo de grupo, que não se envolve com ninguém mais, que “bloqueia” todos que pensam diferente de si, que vivem fechadas em seu mundo. Com o tempo, o facebook promove isso. E o perigo é essas pessoas não perceberem que essa seleção é artificial, feita por um algoritmo, e que isso não significa que o que ela pensa se tornou unanimidade, apenas essa sensação vem do fato que a rede social deseja promover sua própria audiência, e mostra tudo o que é do interesse da pessoa.
Com o passar do tempo, isso pode tornar a pessoa fechada a novas experiências, a novos conhecimentos.
A TV também fez isso. Mas de forma massiva. Os programas de televisão foram perdendo, aos poucos, ao longo dos anos, a qualidade, porque a audiência é maior nos programas mais popularescos (para não dizer idiotas), porque a grande massa populacional não se preocupa em privilegiar os programas culturais e de caráter realmente informativo. Assistem o que diverte, o que é descontraído, o que está mais fácil, ao alcance da mão. Assim, ao longo do tempo, para manter a audiência, as emissoras de TV investiram mais naquilo que gerava mais audiência. Claro que, neste caso, isso depende também da educação e nível de instrução geral de um povo. Mas a TV emite seu sinal para uma cidade, região ou país. E todo aquele país assiste à mesma programação, mesmo que alguns ali não gostem, vale a maioria.
A tecnologia e os algoritmos das redes sociais fez isso de forma individual. Agora cada indivíduo tem sua programação dirigida pelos algoritmos, a fim de privilegiar seus próprios interesses. Veja a Netflix e outros serviços de transmissão por streaming por exemplo: também têm seus algoritmos, que permitem ao usuário ver aqueles menus de “sua preferência”, do tipo “porque você assistiu isso ou aquilo, quero te sugerir estes outros títulos”. E, às vezes, fica chato, quando você acaba indo no mais fácil, à mão, e não assistindo outros tipos de filmes, parece que só existem aqueles tipos disponíveis. Mas não é.
Ao fazer isso de forma individual, pode haver esse perigo, de fazer as pessoas pensarem que todos ao redor do seu mundo pensam igual a ela. Mas o fato é que o algoritmo, direcionado, dá essa impressão.
Eu acho que esses algoritmos deveriam deixar um “dia livre”, ou seja, pararem de funcionar um dia por semana ou por mês, sei lá, deixando aparecer na sua área da rede social tudo o que é postado pelos seus amigos (que estão na sua rede de amigos), para que você pudesse escolher também outros assuntos para curtir, pouco diferentes daqueles que se tornaram hábito para você, e ver que há coisas diferentes acontecendo por aí.
O mais importante de tudo é que cada um de nós pense nisso de forma consciente e não se deixe enganar pelos direcionamentos do algoritmos. Não se deixe levar, fazendo pensar que aquilo é tudo o que existe no mundo. Uma pessoa que pense assim, levada ao extremo, pode começar a se fechar em seu mundo. Daí está o lado ruim dos maravilhosos algoritmos, que tanto têm contribuído para a melhora da sociedade, de uma forma geral.




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segunda-feira, 16 de março de 2020

Os Algoritmos e a Sociedade



Continuando o assunto sobre os algoritmos presentes nas redes sociais e sites de pesquisa, o que possibilitou realizar essa conexão entre sua pesquisa e os anunciantes foram os algoritmos: pequenos softwares presentes internamente nas redes sociais que fazem isso. O mesmo para o GPS: o que possibilita traçar uma rota de um ponto de origem a um destino e dizer qual o melhor caminho, o mais curto ou mais rápido (considerando inclusive o trânsito do momento), ou permitir ao Uber buscar o motorista mais próximo do interessado no transporte etc etc e tornar todos esses aplicativos e funcionalidades úteis são os algoritmos. São criados por programadores, como eu. Estão presentes na sua vida, transformando a sociedade e você nem os vê trabalhando. E muito menos veem os seus criadores: os programadores.
Mas como eu disse, toda tecnologia, em si, embora não seja boa ou má, do ponto de vista moral, são usadas por humanos, seres morais, que podem dar uso bom ou mau para seus fins. A tecnologia só pode ser definida do ponto de vista técnico como boa ou má. Neste aspecto, os algoritmos dos exemplos acima são ótimos. São tecnologias maravilhosas. Quem trabalha na área sente-se extasiado em ver o que um algoritmo é capaz de fazer, tecnicamente falando, entender suas engrenagens internas e perceber como isso pode realmente mudar a sociedade, na prática e, de preferência, para melhor!
Mas do ponto de vista moral, um algoritmo destes da rede social pode ser usado, por exemplo, para induzir pessoas a um comportamento, para influenciar pensamentos dos menos atentos, para direcionar resultados de eleições etc etc etc.
E, neste aspecto, volto à frase inicial da primeira parte deste artigo, dizendo que o facebook está ficando chato! Porque além do algoritmo selecionar os anúncios comerciais do meu interesse (baseado nas pesquisas que eu faço), ele seleciona também os assuntos do meu interesse, baseado nas curtidas, compartilhamentos e visualizações que faço. Ou seja, se eu costumo curtir e visualizar assuntos referentes a “artes plásticas”, por exemplo, então, com o tempo, irá mostrar para mim postagens, comentários e pessoas que curtem os mesmos assuntos. Mostram os outros, também, claro, mas concentra-se nesses, que são assuntos correlatos ao meu interesse.
E isso vai se aperfeiçoando com o tempo, fazendo com que o assunto mostrado seja, cada vez mais parecido com o meu interesse, ou pelo menos o interesse que eu demonstro nas curtidas e compartilhamentos. As pessoas que têm o hábito de curtir todos (não apenas aqueles que ela realmente gostou), não percebe muito esta seleção feita pelo algoritmo, pois, afinal, ela curte tudo! Mas aqueles que só curtem o que realmente gostam começam a percebem que na sua rede social aparecem mais assuntos relacionados ao seu gosto, ao seu interesse. Dentro de algum tempo, a impressão que dá é que aquele assunto é o que todo mundo fala, que ninguém mais pensa em outra coisa, a não ser nas mesmas coisas que você. E isso fica chato.
E fica perigoso também.



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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

OS ALGORITMOS



O algoritmo do facebook está ficando chato! Calma, eu explico.
Não há mais dúvidas que a tecnologia da informação revolucionou o mundo nos últimos 20 ou 30 anos. Se a tecnologia de uma forma geral (a energia elétrica, lâmpada elétrica, máquina a vapor e depois elétrica, automóvel, antibióticos, linha de produção, tratamento de água e esgoto etc.) trouxeram avanços à sociedade nos últimos 100 anos, quando tudo o que temos atualmente no nosso dia a dia começou a literalmente explodir, então a tecnologia da informação, uma área mais específica da tecnologia, mega explodiu nas últimas 3 décadas.
Desde a invenção do computador e do microchip, a tecnologia não deu mais passos, deu verdadeiros saltos ou voos em direção ao futuro. Os filmes de antigamente pensavam em carros voadores e alguns nas ligações telefônicas por vídeo. Os carros ainda não voam, mas ninguém, no passado, imaginou a internet e toda a revolução que ela traria na transmissão da informação, nas possibilidades de interatividade etc. Impressoras 3D idem, ninguém imaginou assim, desta forma. GPS ao alcance de qualquer cidadão, nem pensar. Isso era, nos filmes de antigamente, algo somente restrito a militares e milionários. E hoje temos GPS no celular, para chegar a qualquer lugar do planeta!
Enfim, não há de se duvidar que a tecnologia explodiu em todas as direções e que a parte específica da informática tem um capítulo especial nesta história.
Mas ainda dentro deste capítulo, não podemos esquecer que o que torna possível as máquinas realizarem suas funções são os softwares, os aplicativos, os programas de computador, que são formados por conjuntos de algoritmos que fazem os equipamentos “pensarem”. São os algoritmos que dizem para fazer isso ou aquilo, desta ou daquela forma. Um algoritmo pode ser bom ou ruim no aspecto técnico, no sentido de funcionar bem ou não para o propósito o qual foi desenvolvido, ou criado. Em si, um algoritmo não pode ser classificado como bom ou ruim do ponto de vista ético ou moral.
Porém, quem faz uso do algoritmo que controla as máquinas são os humanos! E humanos, estes sim podem ser bons ou maus do ponto de vista moral ou ético. Assim como a bomba atômica foi uma revolução tecnológica construída tendo por base teorias físicas de pessoas como Albert Einstein, que não tinha intenção nenhuma de matar pessoas com suas descobertas, mas assim ocorreu, porque pessoas más fizeram uso de seus conhecimentos. Da mesma forma, se mau usadas, as tecnologias podem trazer grandes malefícios à sociedade.
Pode parecer piegas, mas quando me formei no curso de Processamento de Dados, o qual me ensinou a criar softwares, algoritmos, toda nossa turma fez um juramento de usar o seu conhecimento apenas para o bem da sociedade, para coisas boas, pois esta é a função de cada ser humano que tem uma habilidade: usá-la para o bem de todos. Mas, hoje em dia, parece que a única função do conhecimento adquirido é ganhar dinheiro e dominar sobre os outros (pra poder ganhar dinheiro).
Talvez há 25 anos atrás (quando me formei), ninguém imaginasse como um programa de computador poderia ser algo bom ou ruim, permitir fazer o bem ou o mal. Como um simples cadastro de clientes ou de produtos poderia ser um “perigo” para a sociedade. Poucos pensavam nisso há 25 anos atrás, quando a revolução apenas começava, a internet engatinhava e a tecnologia da informação era acessível a poucos. Ainda não existiam os smart phones, nem GPS. Quando se falava de software, pensavam-se nos programas de cadastro.
Mas a história evoluiu e mudou. Muito. Um algoritmo é uma lógica em si, parte de um programa de computador maior que permite, por exemplo, fazer com que as redes sociais possam, através de informações colhidas do usuário, selecionar os assuntos que aparecem para o perfil daquele usuário segundo o seu interesse, demonstrado em suas pesquisas e consultas.
Por exemplo, se você consulta no Google algo sobre “como emagrecer”, logo seu facebook irá mostrar, repetidamente, propagandas de remédios para emagrecimento. Essas empresas que aparecem na propaganda pagaram ao facebook para fazer propaganda segundo o interesse do cliente. Assim, elas não aparecem para todo mundo. Imagina que loucura, se todo tipo de propaganda, de todo tipo de assunto, aparecesse para qualquer e todo tipo de pessoa. Sua rede social ficaria entupida de todo tipo de propaganda, mesmo que não tivesse nada a ver com seu interesse. E você ignoraria tudo. Mas a inteligência do algoritmo percebe, através da consulta que você fez no Google, que há um interesse de sua parte no assunto “emagrecimento” e esse mesmo algoritmo pega essa informação e consegue selecionar, entre os anunciantes, que pagam para o facebook e outras redes sociais fazerem isso (de onde vem a renda deles), aqueles que anunciam produtos relacionados ao seu interesse. E te mostram isso. Por esse motivo, depois de você fazer uma pesquisa na internet, sua rede social fica cheia deste assunto.




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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Uber e as Novas Tecnologias


Alguém já parou pra pensar por que o Uber, 99, iFood e outros serviços que substituem o jeito tradicional de prestar serviços de transporte e entrega deram tão certo? Dentre tantos fatores que fazem com que um novo empreendimento como os dos exemplos acima deem certo, será que existe um que seja o central, o fator chave que leva o empreendimento ao sucesso?
Vou pegar especificamente o exemplo do uber, que é uma empresa que centraliza prestadores de serviço de transporte, disponibilizando-os para prestar o serviço de onde estiverem para quem precisa de um serviço destes no momento em que chama o carro.
Isso tudo é feito mediante um software de computador, que as pessoas usam nos celulares, um aplicativo (app) que disponibiliza este ponto de contato entre o prestador e o cliente, passando pela facilidade da geolocalização (que foi outro serviço na área de tecnologia, um avanço sem igual, popularizado alguns poucos anos atrás, que encontra muitas utilidades práticas, dentre elas a prestação de serviços de transporte).
Muitos motoristas de uber dão entrevistas, dizendo que têm viagens disponíveis o dia todo, que precisam escolher parar e desligar o aplicativo, porque os pedidos de viagens não param. Por outro lado, se você passar em um ponto de táxi de bairro de sua cidade, provavelmente encontrará motoristas que ficam muito tempo parados, alguns horas a fio, esperando por um cliente! A situação é um pouco melhor em rodoviárias, mesmo assim não como no uber.
Um dos motivos disso é o preço do uber, muito mais em conta do que o táxi tradicional. Este é, ao mesmo tempo, um motivo para o maior movimento e algo que também é consequência das facilidades que a informática traz, que já vou citar.
O que há diferente entre estes dois tipos de prestar serviço?
O táxi tradicional fica parado num ponto fixo da cidade, esperando alguém que vá até ele pedindo o transporte, ou alguém que ligue para ele, pedindo para ir buscar neste ou naquele lugar, muitas vezes longe de onde ele está, o que gerará mais tempo e custo no transporte. E, por causa do custo e destas dificuldades, muitos clientes já não gostam de usar táxi há muito tempo, muito antes do uber.
Mas vamos ver algumas características que a informática propiciou ao uber, na hora de prestar serviço ao cliente. Ou melhor, algumas características que os programadores que idealizaram o uber colocaram nele:
1. A geolocalização é um recurso que permite saber onde está o cliente e onde está o transporte. Assim, o software busca, usando este recurso, o prestador de serviço que está mais perto do cliente que precisa ser transportado. Não precisa nem dizer que isto facilita os 2 lados, pois o custo e o tempo da viagem ficam menores, o cliente paga menos, o prestador de serviço tem condições de andar mais tempo com passageiro, sem andar vazio, como no outro tipo de serviço.
2. O serviço permite o cadastramento de ambos e facilita para um e para outro na hora de se reconhecerem, gerando segurança e facilitando a interatividade. Alguns dirão que isto não é verdade por causa dos casos de roubos e outras violências realizadas neste tipo de serviço, tanto por parte de falsos motoristas quanto por bandidos disfarçados de “clientes”. Mas isso já acontecia no sistema tradicional de táxis. O que acontece atualmente, de ocorrerem mais casos com o uber, é simplesmente porque este serviço está sendo muito mais usado que o táxi tradicional. Está inclusive substituindo em parte o transporte coletivo. Além disso, o sistema de informática integrado no aplicativo permite um aperfeiçoamento contínuo. Poderão ser colocadas novas formas para garantir a segurança de ambos (passageiro e motorista), o que não era possível antes. O próprio sistema informatizado permite esta melhoria e evolução.
3. O preço, como já foi dito, fica muito mais em conta, por causa do gerenciamento do software, não apenas com relação ao local físico que facilita encontrar o passageiro e o motorista. Isso facilita outra coisa. No sistema tradicional, se eu sou um passageiro e preciso de um táxi, ou preciso estar perto de um ponto destes ou ter o telefone de um ponto ou de um serviço centralizador. Mesmo assim, para ter toda a cidade, vou ainda precisar ter muitos telefones e, mesmo assim, o transporte ainda pode estar longe. O motorista, por sua vez, fica longos tempos parado, esperando alguém que busque seus serviços. No sistema informatizado, quem busca o cliente e o prestador é o software. O prestador diz que está disponível em tais horários, o sistema o localiza geograficamente. O cliente diz que precisa de um transporte. O sistema de computador faz as checagens e informa os motoristas disponíveis e o cliente escolhe o seu. Tudo em alguns segundos. Imagine você, ligar para um ponto de táxi e ser informado que os motoristas daquele ponto já não trabalham depois das 20:00 e você está às 22:00 precisando de transporte. No aplicativo, o software escolhe quem está disponível no horário que você precisa, no local que você precisa e não se perde tempo, falando com alguém só para ouvir que não poderá prestar o serviço ou esperando o telefone atender.
Tudo isso (e mais) são possibilidades trazidas por um sistema inteligente, operacionalizado por um software, que consegue interagir necessidades (do passageiro) com disponibilidades (do motorista), fazendo com que sempre a melhor opção apareça para quem precisa do serviço. Sem um software, nada disso seria possível.
Agora, este exemplo de facilidades oferecidas por um software nesta questão de transporte estão também disponíveis em outras áreas, como empresas, administração, escolas, lazer etc. Sabendo utilizar da forma correta as possibilidades, há muito que pode ser feito. E esta revolução, das últimas décadas, tem sido comandada pelos softwares. É a tecnologia trazendo benefícios práticos para o nosso dia a dia.


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segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Treinamento é Essencial


Com o perdão do trocadilho, que me perdoem os ignorantes, mas aprender direito a usar uma ferramenta na área de informática é essencial. Antigamente, antes dos sistemas de padrão gráfico, quando usar o computador dependia de comandos escritos no prompt, muitos nem sequer tentavam utilizar um computador (naquela época, nem se falava em smartphone, tablet, internet etc.) pela dificuldade que era.
Aos poucos, os sistemas foram avançando e tornando-se mais fáceis e intuitivos. As pessoas começaram a conseguir utilizar a tecnologia mais facilmente, muitas vezes sem sequer precisar de treinamento ou qualquer tipo de aula. Isso foi, sem dúvida, uma grande vantagem e um avanço. Os sistemas gráficos, a internet, os telefones movidos a toque de dedos foram avanços que causaram saltos, em cada novidade lançada, no número de pessoas que utilizam os sistemas.
Mas, aos poucos, essas facilidades causaram também efeitos colaterais. Se por um lado, mais pessoas utilizam as diversas ferramentas disponíveis no setor de tecnologia, também é verdade que mais pessoas, hoje em dia, utilizam estes sistemas de forma muito básica, muito elementar. É grande o número de pessoas que sabe utilizar numa rede social, mas não tem noção de como montar uma planilha de custos.
Parece que as pessoas utilizam as ferramentas mais fáceis e param por ali. Não se preocupam em tornar esses usos como um ponto de partida para aprender funções e ferramentas mais avançadas. E, dessa forma, criam um padrão de uso onde, em muitos casos, qualquer software ou ferramenta que necessite de um pouco mais de dedicação para aprender é deixado de lado antes de se aprender a utilizar.
Quando falamos, por exemplo, de ferramentas administrativas ou de produção que são usadas numa empresa, a necessidade de um treinamento completo e sistematizado não pode ser substituído por apenas uma mania de “fuçar” no sistema para aprender. A utilização correta e produtiva de um sistema é tão importante quanto o “saber usar”. Apenas saber usar, em se tratando de ferramentas mais avançadas, não é satisfatório. Você pode saber usar da forma errada e causar problemas com a utilização errada de uma ferramenta.
Não tem outra saída. O treinamento é essencial e precisa ser feito de forma contínua, por pessoas especializadas, que sejam capazes de dominar a ferramenta em questão e transmitir a ideia para terceiros de forma clara e compreensível.
Não abra mão de um bom treinamento. Ele é imprescindível.





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