sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

OS ALGORITMOS


O algoritmo do facebook está ficando chato! Calma, eu explico.
Não há mais dúvidas que a tecnologia da informação revolucionou o mundo nos últimos 20 ou 30 anos. Se a tecnologia de uma forma geral (a energia elétrica, lâmpada elétrica, máquina a vapor e depois elétrica, automóvel, antibióticos, linha de produção, tratamento de água e esgoto etc.) trouxeram avanços à sociedade nos últimos 100 anos, quando tudo o que temos atualmente no nosso dia a dia começou a literalmente explodir, então a tecnologia da informação, uma área mais específica da tecnologia, mega explodiu nas últimas 3 décadas.
Desde a invenção do computador e do microchip, a tecnologia não deu mais passos, deu verdadeiros saltos ou voos em direção ao futuro. Os filmes de antigamente pensavam em carros voadores e alguns nas ligações telefônicas por vídeo. Os carros ainda não voam, mas ninguém, no passado, imaginou a internet e toda a revolução que ela traria na transmissão da informação, nas possibilidades de interatividade etc. Impressoras 3D idem, ninguém imaginou assim, desta forma. GPS ao alcance de qualquer cidadão, nem pensar. Isso era, nos filmes de antigamente, algo somente restrito a militares e milionários. E hoje temos GPS no celular, para chegar a qualquer lugar do planeta!
Enfim, não há de se duvidar que a tecnologia explodiu em todas as direções e que a parte específica da informática tem um capítulo especial nesta história.
Mas ainda dentro deste capítulo, não podemos esquecer que o que torna possível as máquinas realizarem suas funções são os softwares, os aplicativos, os programas de computador, que são formados por conjuntos de algoritmos que fazem os equipamentos “pensarem”. São os algoritmos que dizem para fazer isso ou aquilo, desta ou daquela forma. Um algoritmo pode ser bom ou ruim no aspecto técnico, no sentido de funcionar bem ou não para o propósito o qual foi desenvolvido, ou criado. Em si, um algoritmo não pode ser classificado como bom ou ruim do ponto de vista ético ou moral.
Porém, quem faz uso do algoritmo que controla as máquinas são os humanos! E humanos, estes sim podem ser bons ou maus do ponto de vista moral ou ético. Assim como a bomba atômica foi uma revolução tecnológica construída tendo por base teorias físicas de pessoas como Albert Einstein, que não tinha intenção nenhuma de matar pessoas com suas descobertas, mas assim ocorreu, porque pessoas más fizeram uso de seus conhecimentos. Da mesma forma, se mau usadas, as tecnologias podem trazer grandes malefícios à sociedade.
Pode parecer piegas, mas quando me formei no curso de Processamento de Dados, o qual me ensinou a criar softwares, algoritmos, toda nossa turma fez um juramento de usar o seu conhecimento apenas para o bem da sociedade, para coisas boas, pois esta é a função de cada ser humano que tem uma habilidade: usá-la para o bem de todos. Mas, hoje em dia, parece que a única função do conhecimento adquirido é ganhar dinheiro e dominar sobre os outros (pra poder ganhar dinheiro).
Talvez há 25 anos atrás (quando me formei), ninguém imaginasse como um programa de computador poderia ser algo bom ou ruim, permitir fazer o bem ou o mal. Como um simples cadastro de clientes ou de produtos poderia ser um “perigo” para a sociedade. Poucos pensavam nisso há 25 anos atrás, quando a revolução apenas começava, a internet engatinhava e a tecnologia da informação era acessível a poucos. Ainda não existiam os smart phones, nem GPS. Quando se falava de software, pensavam-se nos programas de cadastro.
Mas a história evoluiu e mudou. Muito. Um algoritmo é uma lógica em si, parte de um programa de computador maior que permite, por exemplo, fazer com que as redes sociais possam, através de informações colhidas do usuário, selecionar os assuntos que aparecem para o perfil daquele usuário segundo o seu interesse, demonstrado em suas pesquisas e consultas.
Por exemplo, se você consulta no Google algo sobre “como emagrecer”, logo seu facebook irá mostrar, repetidamente, propagandas de remédios para emagrecimento. Essas empresas que aparecem na propaganda pagaram ao facebook para fazer propaganda segundo o interesse do cliente. Assim, elas não aparecem para todo mundo. Imagina que loucura, se todo tipo de propaganda, de todo tipo de assunto, aparecesse para qualquer e todo tipo de pessoa. Sua rede social ficaria entupida de todo tipo de propaganda, mesmo que não tivesse nada a ver com seu interesse. E você ignoraria tudo. Mas a inteligência do algoritmo percebe, através da consulta que você fez no Google, que há um interesse de sua parte no assunto “emagrecimento” e esse mesmo algoritmo pega essa informação e consegue selecionar, entre os anunciantes, que pagam para o facebook e outras redes sociais fazerem isso (de onde vem a renda deles), aqueles que anunciam produtos relacionados ao seu interesse. E te mostram isso. Por esse motivo, depois de você fazer uma pesquisa na internet, sua rede social fica cheia deste assunto.




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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Uber e as Novas Tecnologias


Alguém já parou pra pensar por que o Uber, 99, iFood e outros serviços que substituem o jeito tradicional de prestar serviços de transporte e entrega deram tão certo? Dentre tantos fatores que fazem com que um novo empreendimento como os dos exemplos acima deem certo, será que existe um que seja o central, o fator chave que leva o empreendimento ao sucesso?
Vou pegar especificamente o exemplo do uber, que é uma empresa que centraliza prestadores de serviço de transporte, disponibilizando-os para prestar o serviço de onde estiverem para quem precisa de um serviço destes no momento em que chama o carro.
Isso tudo é feito mediante um software de computador, que as pessoas usam nos celulares, um aplicativo (app) que disponibiliza este ponto de contato entre o prestador e o cliente, passando pela facilidade da geolocalização (que foi outro serviço na área de tecnologia, um avanço sem igual, popularizado alguns poucos anos atrás, que encontra muitas utilidades práticas, dentre elas a prestação de serviços de transporte).
Muitos motoristas de uber dão entrevistas, dizendo que têm viagens disponíveis o dia todo, que precisam escolher parar e desligar o aplicativo, porque os pedidos de viagens não param. Por outro lado, se você passar em um ponto de táxi de bairro de sua cidade, provavelmente encontrará motoristas que ficam muito tempo parados, alguns horas a fio, esperando por um cliente! A situação é um pouco melhor em rodoviárias, mesmo assim não como no uber.
Um dos motivos disso é o preço do uber, muito mais em conta do que o táxi tradicional. Este é, ao mesmo tempo, um motivo para o maior movimento e algo que também é consequência das facilidades que a informática traz, que já vou citar.
O que há diferente entre estes dois tipos de prestar serviço?
O táxi tradicional fica parado num ponto fixo da cidade, esperando alguém que vá até ele pedindo o transporte, ou alguém que ligue para ele, pedindo para ir buscar neste ou naquele lugar, muitas vezes longe de onde ele está, o que gerará mais tempo e custo no transporte. E, por causa do custo e destas dificuldades, muitos clientes já não gostam de usar táxi há muito tempo, muito antes do uber.
Mas vamos ver algumas características que a informática propiciou ao uber, na hora de prestar serviço ao cliente. Ou melhor, algumas características que os programadores que idealizaram o uber colocaram nele:
1. A geolocalização é um recurso que permite saber onde está o cliente e onde está o transporte. Assim, o software busca, usando este recurso, o prestador de serviço que está mais perto do cliente que precisa ser transportado. Não precisa nem dizer que isto facilita os 2 lados, pois o custo e o tempo da viagem ficam menores, o cliente paga menos, o prestador de serviço tem condições de andar mais tempo com passageiro, sem andar vazio, como no outro tipo de serviço.
2. O serviço permite o cadastramento de ambos e facilita para um e para outro na hora de se reconhecerem, gerando segurança e facilitando a interatividade. Alguns dirão que isto não é verdade por causa dos casos de roubos e outras violências realizadas neste tipo de serviço, tanto por parte de falsos motoristas quanto por bandidos disfarçados de “clientes”. Mas isso já acontecia no sistema tradicional de táxis. O que acontece atualmente, de ocorrerem mais casos com o uber, é simplesmente porque este serviço está sendo muito mais usado que o táxi tradicional. Está inclusive substituindo em parte o transporte coletivo. Além disso, o sistema de informática integrado no aplicativo permite um aperfeiçoamento contínuo. Poderão ser colocadas novas formas para garantir a segurança de ambos (passageiro e motorista), o que não era possível antes. O próprio sistema informatizado permite esta melhoria e evolução.
3. O preço, como já foi dito, fica muito mais em conta, por causa do gerenciamento do software, não apenas com relação ao local físico que facilita encontrar o passageiro e o motorista. Isso facilita outra coisa. No sistema tradicional, se eu sou um passageiro e preciso de um táxi, ou preciso estar perto de um ponto destes ou ter o telefone de um ponto ou de um serviço centralizador. Mesmo assim, para ter toda a cidade, vou ainda precisar ter muitos telefones e, mesmo assim, o transporte ainda pode estar longe. O motorista, por sua vez, fica longos tempos parado, esperando alguém que busque seus serviços. No sistema informatizado, quem busca o cliente e o prestador é o software. O prestador diz que está disponível em tais horários, o sistema o localiza geograficamente. O cliente diz que precisa de um transporte. O sistema de computador faz as checagens e informa os motoristas disponíveis e o cliente escolhe o seu. Tudo em alguns segundos. Imagine você, ligar para um ponto de táxi e ser informado que os motoristas daquele ponto já não trabalham depois das 20:00 e você está às 22:00 precisando de transporte. No aplicativo, o software escolhe quem está disponível no horário que você precisa, no local que você precisa e não se perde tempo, falando com alguém só para ouvir que não poderá prestar o serviço ou esperando o telefone atender.
Tudo isso (e mais) são possibilidades trazidas por um sistema inteligente, operacionalizado por um software, que consegue interagir necessidades (do passageiro) com disponibilidades (do motorista), fazendo com que sempre a melhor opção apareça para quem precisa do serviço. Sem um software, nada disso seria possível.
Agora, este exemplo de facilidades oferecidas por um software nesta questão de transporte estão também disponíveis em outras áreas, como empresas, administração, escolas, lazer etc. Sabendo utilizar da forma correta as possibilidades, há muito que pode ser feito. E esta revolução, das últimas décadas, tem sido comandada pelos softwares. É a tecnologia trazendo benefícios práticos para o nosso dia a dia.


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