segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Profissões do Futuro

 


Não há mais dúvidas, depois destes últimos 2 anos em que o mundo todo passou por grandes transformações, que a tecnologia disponível no que se refere ao campo da informática foi uma grande contribuição para que as coisas não ficassem ainda piores. Faz algum tempo que se fala que as profissões relacionadas ao computador são as profissões do futuro. Mas agora, depois de tudo o que presenciamos, isso é uma realidade marcante e irrefutável.

Mas para aqueles que não são da área de T.I. (Tecnologia da Informação), que abrange o computador, o SmartPhone, as tecnologias de comunicação das empresas de telefonia, a internet e tudo o mais relacionado a isso, pode não perceber que esta área é de uma variedade de profissões e de especializações incrível. Uma variedade tão grande, que até mesmo os técnicos relacionados a isso são pegos de surpresa algumas vezes com as novidades que surgem neste mercado.

Só pra citar algumas áreas: temos a computação, a estruturação de redes de computadores, a programação de aplicativos para as diversas plataformas com uso de linguagens de programação, a área de manutenção de tudo isso, o setor de segurança, para prevenir ataques de hackers e outras ameaças, toda área de entretenimento, jogos, mídias; tudo o que se relaciona a internet, e por aí vai a transmissão de TV, as redes que conectam as várias filiais de uma mesma empresa, as possibilidades de comunicação interpessoal etc, além dos revolucionários processos de impressão 3D, e há muito mais nesta lista … e todas elas são possibilidades que não existiam há 30 anos atrás e hoje, parecem ser as coisas mais valorizadas no mundo.

Claro que existem ainda muitas profissões das “antigas” que nunca nos deixarão. E há outras que já não existem mais por causa de revolução tecnológica. Aliás, revolução essa tão ou mais impactante do que a que ocorreu no século XVIII, chamada de industrial. Mas considere que, mesmo para as profissões ditas tradicionais, as ferramentas tecnológicas se tornaram aliadas para sua execução. Ou seja, ou você está diretamente ligado a uma destas profissões tecnológicas e domina esta área para realizar tarefas no mundo cibernético ou você, sendo de outra profissão, não escapará de utilizar recursos desta área tecnológica, em maior ou menor escala, como auxiliar da sua profissão, seja ela qual for.

Para você ter uma ideia disso, já existem em certos países coleta seletiva de lixo (aquela usada para reciclagem), comandada por tecnologias que separam, automaticamente, resíduos aproveitáveis de outros! Isso para não falar das telecirurgias, onde alguns médicos realizam cirurgias a milhares de kilômetros do paciente, comandando ferramentas via internet!

E, se falarmos de forma mais simples, do simples uso do telefone celular como ferramenta para qualquer pessoa, tanto no uso profissional quanto pessoal, e se entendermos que o telefone é hoje um verdadeiro computador de bolso, um PC (pocket computer), então ninguém mais fica de fora do uso da tecnologia em sua vida.

E, por mais que ela esteja se tornando cada vez mais fácil de utilizar, quem possibilita essa facilidade são técnicos que fazem o trabalho difícil no interior da máquina (seja um computador, tablet ou SmartPhone), a fim de tornar a experiência de uso bastante agradável para as pessoas. E este tipo de profissional será cada vez mais necessário, à medida que os sistemas vão se aperfeiçoando e disseminando seu uso ao redor do mundo.

Se você deseja estar preparado para o futuro que já chegou, mesmo que não queira seguir carreira profissional em uma destas áreas diretamente ligada à tecnologia, como um programador, por exemplo (como é meu caso), ou um especialista em segurança de internet ou qualquer outra área destas, mesmo assim precisará entender a lógica deste mundo tecnológico. Para conseguir usar com satisfação a tecnologia, você precisará entender sua lógica, mesmo para as tarefas mais simples. Aliás, até mesmo para saber colocar o limite e não se deixar escravizar pela tecnologia, mas usá-la para o seu benefício, é necessário entender sua lógica. Quem é da área, quem entende como isso tudo funciona, geralmente não se deixa dominar pela tecnologia.

Para entender tudo isso, se você ainda não o fez, precisará se preparar, treinar e adequar-se a esta realidade. Não falo aqui de saber usar um celular ou entrar num site da internet. Isso tudo é realmente muito fácil. Mas você precisará entender como a tecnologia funciona e qual a lógica por trás de tudo isso, para entender realmente como fazer as coisas, da forma correta. Porque, senão, você vai apenas saber apertar uns botões no celular ou no mouse e não vai muito longe com isso, não.

Neste futuro (que já chegou), ou você será um profissional diretamente ligado à tecnologia, que criará e fará funcionar equipamentos, aplicativos e formas de facilitar a vida das pessoas ou você usará tudo isso para te auxiliar no dia a dia e precisará entender como tudo isso funciona, de forma adequada.

Não tente ficar totalmente de fora de tudo isso. Você não conseguirá.

Lucas Durigon



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segunda-feira, 21 de junho de 2021

Ser empresário também é vocação, é dom de Deus!

Entenda, empresário, 
que você existe para colaborar com a sociedade, 
de uma forma singular e única. 
E que, sem isso, muita coisa seria prejudicada.


Sim, é isso mesmo! Acredito que Deus dá a alguns a vocação para ser empresário, para empreender. Não é para qualquer um, como sabe quem está na área ou quem tentou e não prosseguiu. Só pensa que é fácil quem ainda não experimentou na prática. Empreender não é fácil em lugar nenhum, em nenhuma época. No Brasil, há uma pitada a mais de sofrimento, considerando a burocracia e carga tributária.

Mas, assim como não são todos que podem ser médicos, engenheiros ou advogados, também não são todos que podem ser empreendedores. Gerenciar um negócio, possibilitar que a economia gire de forma saudável, gerar empregos, fornecer algum benefício para a sociedade e fazer tudo isso de forma honesta e íntegra é um desafio monstruoso.

Claro, não preciso nem dizer que, como qualquer outra atividade humana, esta não está livre dos maus exemplos. Nem todo empresário é honesto ou justo. Nem todos tratam bem seus clientes ou funcionários. Nem todos entendem sua função social e suas obrigações perante a sociedade. Nem todos pagam um salário justo. Enfim, como em todo lugar, há os maus também, assim como os bons.

Já vi empresário ganhar menos que seus próprios funcionários. A maioria, com certeza, trabalha mais horas que seus empregados, pelo menos no início da empresa. E não ganham hora extra. Por isso e muitas outras características, posso dizer que ser empresário, mais do que um meio de ganhar a vida (ou de ficar rico, como pensam alguns), é uma vocação. Quem abre um espaço que possibilite a muitos ganhar o sustento da sua família faz isso, ainda que sem saber ou perceber, movido por algo que, muitas vezes não sabe explicar, mas que precisa manter. Afinal, qual o empresário já não se perguntou se está louco fazendo o que faz? Afinal, manter tudo isso (e aqui estou falando de um jeito beeeeemm resumido) requer muito mais do que apenas força de vontade.

Requer resiliência.

Exige paciência.

Requer tolerância e ousadia.

Exige amor.

Ser empresário não é fácil. Ao se colocar nesta posição, coloca-se na posição de colaborar com a economia de uma região, de um país. Possibilita muitas pessoas obterem seu sustento, não apenas seus próprios funcionários, mas todos os fornecedores, os prestadores de serviços, uma cadeia enorme de colaboração mútua para fazer com que a empresa caminhe em frente. E, essa cadeia de colaboração, vivida e executada por empresários, é algo que o próprio evangelho anuncia, de uns ajudando outros, para o bem estar comum.

Todos sabem que uma empresa que não colabora com a sociedade, é retirada de circulação. É o que alguns chamam de “regulação do mercado”. Um ditado, que bem expressa isso, diz que a maçã podre precisa ser retirada. Biblicamente, eu diria que a ausência ou negação de propósito tiram aquela empresa de circulação.

Seja como for sua maneira de enxergar isso, o fato é que ninguém mantém uma empresa no mercado se ela não beneficia a sociedade. Afinal, ninguém compra produtos inúteis por muito tempo e, sem isso, a empresa não se sustenta. Então, logicamente, se não se oferece para a sociedade algo relevante e bom para ela, logo a empresa não se mantém. Pelo menos não a médio ou longo prazo.

Entenda, empresário, que você existe para colaborar com a sociedade, de uma forma singular e única. E que, sem isso, muita coisa seria prejudicada. Então, um conselho: faça o seu melhor e seja orientado de maneira íntegra, honesta. Faça seu trabalho da melhor maneira possível, para que se torne um legado para a posteridade. Porque, mesmo que seus produtos cheguem na data de validade, a transformação social que seu trabalho possibilita atravessa gerações. Mesmo que você não perceba, mesmo que não acredite ou nem veja isso.

Então, faça da melhor forma. Faça da forma correta. Faça dentro das regras. Faça de forma íntegra. Faça como se estivesse fazendo para Deus, mesmo. Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (1 Coríntios 10: 31)

Lucas Durigon



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segunda-feira, 1 de março de 2021

Uma força para o Marketing

 


Ultimamente, tem se tornado popular as ferramentas de divulgação de propagandas e de empresas feitas pelas redes sociais. São muitas opções de redes sociais hoje em dia, e deixaram de ser apenas um lugar para fazer fofoca ou postar a foto do prato que se comeu no almoço. Nunca foram, na verdade, a função principal destas redes sociais, mas de uns tempos para cá, realmente se profissionalizaram as ferramentas disponíveis nelas para que todos possam usá-las para fazer propaganda, tanto para os amigos próximos quanto para qualquer pessoa no mundo. As redes sociais, usando a estrutura de alcance mundial da internet, realmente permitem que minha propaganda alcance uma mãe de família na Irlanda ou um empresário em Macau. E também os vizinhos e outros brasileiros, claro.

Muito ainda tem de se aprender a utilizar esta fantástica oportunidade que faz com que o mundo se torne não a minha vila, mas o quintal da minha casa, quer dizer, ao alcance de um clique, no meu quarto, sala ou escritório, consigo alcançar o que antes não poderia nem de carro. Talvez de avião, e jamais no mesmo dia.

Claro que as redes sociais têm interesse nisso, pois é assim que elas ganham dinheiro. Assim como na televisão ou rádio, a fonte de receita, o faturamento está presente na publicidade que eles oferecem, com seus espaços que alcançam países ou regiões inteiras (no caso da televisão ou revistas) e a sua cidade ou bairro (no caso do rádio ou jornal impresso, por exemplo), da mesma forma, as redes sociais de alcance mundial ganham dinheiro cobrando por propagandas que alcançam públicos específicos.

Mas vamos lá: para um microempresário ou mesmo uma pessoa que faça, por exemplo, bolos em sua casa para vender, não era lá muito viável pagar uma rede de televisão (mesmo que regional) e, por vezes, nem mesmo a emissora de rádio para veicular sua propaganda. Era algo meio fora de alcance para a maioria. Além disso, pegue o exemplo da televisão. A mesma propaganda passava determinado horário, para todos que estavam assistindo. E, digamos, a propaganda de um carro zero quilômetro não tinha muito apelo ao público adolescente ou muito jovem que estava assistindo, sem condições de pagar por aquele bem. Assim como propagandas de produtos femininos sendo exibidas para homens que estavam assistindo à TV no mesmo horário, também atingiam pessoas que não eram seu público. Muitas propagandas “perdiam tempo” indo a públicos que não eram seu alvo.

A internet e as redes sociais mudaram isso.

Hoje você pode fazer bolo na sua casa, tirar uma foto com seu celular e fazer sua propaganda para 50, 100, 2000 pessoas que conheçam seu produto, sem custo. Sem sequer sair de casa. Mas não precisa ficar nisso. Você pode ir além. Pode gastar um pouco, digamos uns R$ 40,00 e direcionar a propaganda dos seus produtos de belezas para atingirem um público de 1000 mulheres, que morem na sua cidade, que tenham entre 20 e 50 anos de idade, por exemplo e, assim, não gastar levando propaganda a quem não seja seu público-alvo, economizando seu investimento. Ou, na linguagem empresarial, “maximizando” seu investimento em marketing. E, claro, não preciso nem falar que investir um valor destes, na TV ou rádio, é impensável. O que não significa que você não possa investir muito mais e ter melhores resultados.

As possibilidades da internet e redes sociais para ajudar o seu marketing a vender seu produto são enormes e devemos aproveitar isso. Só não podemos confundir as coisas. Hoje, essa ajuda é no marketing, nas vendas. E alguns estão confundindo, pensando que isso também é administração da empresa. Não é! O processo administrativo e de controle exige outros tipos de procedimentos. Para isso, também existem ferramentas apropriadas, importantes e de qualidade. Mas as redes sociais vieram para melhorar o marketing que, digamos de passagem, antes só as grandes empresas podiam fazer de verdade. Hoje, os microempresários e pessoas físicas têm isso ao seu alcance, com uma qualidade que nem antes existia para as grandes empresas.

É uma oportunidade que não podemos desperdiçar.


Lucas Durigon


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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

O Pilar da Administração

 


É o mais esquecido de todos, quando se fala de microempresários que desejam iniciar um novo negócio. Muitas falências ocorrem por negligenciar este pilar. Sem uma boa administração, todos os esforços, em todos os outros, por melhores que sejam, se perdem, seja a ponto de destruir a empresa, ou diminuir o lucro ou ainda apenas causar dificuldades que venham a impedir seu crescimento. Se o marketing é a alma do negócio, a administração é a circulação sanguínea, que garante nutrientes chegando a todas as partes, para o bom funcionamento de todo o empreendimento.

Sem administração correta, mesmo que o setor de vendas traga números recordes a cada mês ou ano no faturamento e ainda que o operacional esteja estruturado para isso, se não houver uma boa administração, pode escapar pelo ralo uma quantidade maior ainda de dinheiro do que aquela que entrou pelo faturamento.

Podemos entender melhor isso quando percebemos empresas grandes e (aparentemente) consolidadas com dívidas absurdas. É como olhar para aquele amigo que ganha 10 vezes mais que você, todo endividado e se perguntar: como ele consegue, ganhando tanto, ficar tão endividado assim. Como uma empresa, com um alto volume de vendas, de faturamento, consegue ter dívidas, falhar no compromisso com fornecedores, funcionários etc.?

Aquela pergunta estarrecedora para muitos, de como pode alguém ganhar tanto e ainda não ter nada, seja uma pessoa física ou jurídica tem a resposta aqui: administração.

Sem uma boa administração, pode-se ganhar 1 milhão e gastar 2 milhões! Sem uma boa administração, desperdiça-se matéria-prima, material. Sem entender a dinâmica da empresa e o que está acontecendo, pode-se ter um faturamento de 200 mil por mês e, ainda assim, não conseguir pagar contas básicas, como fornecedores, funcionários ou impostos.

A falta da boa administração faz com que muito empresários repita a famosa pergunta: “para onde está indo meu dinheiro?”. Muitos ainda complementam essa pergunta com algumas observações: “eu trabalho tanto, faturo bem, mas não vejo o meu dinheiro”. É mais comum nos microempresários.

A questão é que o dinheiro está lá, está entrando. Algumas vezes de forma farta. Está saindo. Mas algumas vezes para os lugares errados, de forma errada. Empréstimos mal feitos, pedindo dinheiro para o banco, a fim de pagar dívidas do mês, enquanto o estoque envelhece na prateleira ou os funcionários ficam parados, enquanto poderiam produzir outras coisas. Dica: empréstimos é para investimentos e, em casos muito específicos, para emergências. E queda de faturamento não é emergência! Se um empresário não planeja nem prevê tal queda, é porque faltou administração.

Saber-se o potencial da empresa, a disponibilidade para investimento, o percentual que se pode crescer mensal ou anualmente, planejar aumento estrutural, se pode contratar mais um funcionário ou não, se é melhor aumentar o estoque ou investir em processos de entregas mais rápidos, quando é hora de mudar de local etc etc etc. São todas decisões administrativas, feitas com base em informações numéricas, de forma sensata e com o conhecimento necessário.

Muitos dizem que o empresário precisa correr riscos. É verdade. Mas riscos calculados, não aventuras irresponsáveis. O pilar que fornece, desde cedo, para o empresário, a informação necessária para que ele possa decidir o melhor para sua empresa é o pilar administrativo. Sem ele, o empresário vive no escuro. Alguns chamam isso de intuição. Mas um bom empresário que usa sua intuição, a qual não nego ser possível, se é algo que faz constante e que dá certo, pode ter certeza, ele conhece os números, ainda que estejam na sua cabeça e não no papel. A intuição que dá certo vem sempre acompanhada de boas informações e o risco é sempre calculado, planejado, medido.

Administração é essencial para qualquer empresa. Negligenciada pela maioria das que quebram. Mas precisa ser bem feita, de uma forma ou de outra, se deseja-se que a empresa sobreviva, cresça e prospere.


Lucas Durigon


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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

O Pilar Comercial

 


A compra e a venda da empresa são os setores que mantém o fluxo operacional andando. Precisa ser equilibrado. Não somente equilíbrio entre a compra e venda, mas também com o operacional e outras áreas. Não resolve nada um vendedor de uma indústria vender 1000 unidades de um produto para entregar em 1 semana, se a empresa só consegue produzir 500 unidades por mês!!!

Tal é a necessidade de equilíbrio que existe um conceito administrativo que, para manter toda a empresa funcionando, existe uma quantidade mínima de venda a ser executada num período para manter os custos da empresa pagos. Este conceito chama-se “ponto de equilíbrio”, que é o quanto a empresa precisa faturar (vender), minimamente, para poder pagar as contas, manter a administração, as contas em dia, a empresa funcionando. Acima do Ponto de Equilíbrio começa o lucro. Abaixo dele é problema!

Se as vendas (e, consequentemente, o faturamento) ficam um pouco abaixo deste ponto de equilíbrio, não é o ideal, mas ainda é recuperável, dá pra compensar em outro momento. Mas se fica muito abaixo deste equilíbrio, se isto acontece repetidas vezes, significa que a empresa corre riscos de sobrevivência. Por outro lado, se ficar muito acima, embora a entrada de lucro seja algo muito bom, pode ocorrer, se a empresa não estiver pronta e estruturada para fornecer os produtos e serviços necessários para atender os pedidos dos clientes, de ter sérios problemas.

Então, equilíbrio é fundamental.

Se deseja crescer, precisa ser estruturado e planejado. Precisa ser de forma crescente, sustentada e gradual, conforme a capacidade de crescimento da empresa. De novo, entra a administração. Por exemplo, se uma lanchonete investe muito em marketing para aumentar suas vendas por entregas e, de repente, recebe 100 novas ligações pedindo lanches, mas se a mesma lanchonete está estruturada para fazer 70 lanches por noite, então estes 100 ligações novas, além dos pedidos já habituais, então não conseguirá atender aos clientes! Isso, com certeza, gerará problemas, reclamações, insatisfação etc.

O comercial da empresa é o contato direto com o cliente final, aquele que sustenta a empresa. Então esse equilíbrio é fundamental para manter também o nome da empresa. Da mesma forma, na outra ponta, com os colaboradores que fornecem todo o material necessário para o funcionamento da empresa, para que ela continue funcionando, também necessita de um relacionamento equilibrado.

A administração e o operacional são internos da empresa. Não se conecta diretamente com o cliente final. O marketing, embora o faça, é de uma maneira distante, indireta. Não em um contato direto. Já as vendas são a ponta que se relaciona com o cliente final constantemente. É ali que se conhece a necessidade, os elogios, as críticas, reclamações etc. Por este motivo, a necessidade de estar bem alicerçado na ética, quando se fala no pilar comercial, pode ser a diferença de a empresa estar inserida num contexto maior de dinâmica social e comercial ou de estar isolada, sem qualquer conexão com o mundo de fora. Se um vendedor, por exemplo, ou toda a equipe de venda, começa a prometer coisas que a empresa não pode entregar, muito em breve toda a reputação da empresa estará comprometida. Não se pode prometer o impossível (nem mesmo o incerto) apenas para ganhar mais dinheiro.

Se a produção da sua empresa consegue atender 100 clientes por mês, não adianta o vendedor, de uma hora para outra, prometer produtos e serviços para 500 deles. A maioria ficará de fora, não receberá o prometido e falará mal da empresa. O setor operacional e o administrativo não estão estruturados para isso. E quem vende precisa saber disso. Da mesma forma, quem compra. Não adianta o setor de compras querer aproveitar uma promoção e comprar 1 tonelada daquele produto que só vende 200 quilos por mês, porque a maior parte do produto, se não estragar, ficará ocupando espaço, empatando dinheiro e envelhecendo no estoque, perdendo valor.

Equilíbrio e crescimento sustentável, neste caso, são as palavras-chave.


Lucas Durigon


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segunda-feira, 9 de novembro de 2020

O Pilar das Vendas

 


Sobre o aspecto social das vendas, é importantíssimo entendermos uma coisa. Uma empresa só prospera se oferece para vender produtos que interessem a muitos compradores. Que tenha relevância social. Alguns dizem que, quando se abre uma empresa, deve-se fazer uma pesquisa de mercado para saber se o que você quer vender está de acordo com o desejo ou a necessidade de compra das pessoas na região que você atua. Eu diria além: deveríamos ver se o produto que você vende é relevante socialmente. Se contribui para a construção de uma melhor sociedade. Se irá melhorar, de alguma forma, ainda que num simples aspecto, a vida daqueles que você atende.

Então, para a venda, a escolha do produto ou serviço que se irá vender é essencial. Vou usar meu exemplo: eu vendo software e serviços para melhorar a administração de outras empresas. Se meu software apenas faz a somatória dos itens que estão sendo vendidos no caixa, na hora do cliente da loja realizar o pagamento, eu chamaria isso de uma “calculadora de luxo”. Mas essa é apenas uma pequena parte do processo. Um software precisa fornecer ao comerciante ferramentas e informações que o ajudem a perceber como anda sua empresa. E ele precisa saber usar corretamente essa ferramenta, a fim de poder dizer que lhe traz o benefício esperado. Então, ao oferecer meu produto, ofereço junto o serviço de um treinamento, de uma consultoria, a fim de orientar o comerciante como usar corretamente a ferramenta administrativa do software. Neste meu processo de venda, o objetivo é que o comerciante venha a ter um ganho de melhorar o funcionamento da sua empresa, observando sempre princípios e valores que contribuam para que ele também construa um bom alicerce.

Ninguém compra o que não precisa. Então, se você vende algo que ninguém deseja ou precisa, provavelmente terá problemas. Mas se é algo relevante para a sociedade, então o produto permanece girando, o fluxo funcionando e a empresa tem o dinheiro necessário para sua sustentação. Oferecer algo que as pessoas precisam é também uma função social. Imagine se todos os supermercados resolvessem que, de uma hora para outra, fechariam suas portas, porque o governo inventou uma lei que inviabiliza seu negócio. Bem, nesta situação hipotética, me responda: onde as pessoas iriam buscar alimentos para sua sobrevivência diária. Então os supermercados têm uma função que colabora com a sociedade, disponibilizando uma maneira prática de se obter alimentos. Quer dizer, não seria legal, hoje em dia, todo mundo sair por aí, caçando e coletando frutas na floresta, para poder se alimentar. Nossa sociedade atual não está estruturada para isso. Então, neste contexto social, o supermercado é muito relevante. Agora vamos imaginar a questão do princípio, do alicerce, da ética: se um supermercado tentar colocar um preço no produto muito alto, muito além da maioria, então poderia ter mais lucro. Porém, é bem provável que num curto espaço de tempo perdesse os clientes, deixasse de vender e de fazer girar o fluxo, porque os clientes procurariam outros comércios que vendessem mais baratos.

Mas e se todos os supermercados combinassem juntos aumentar todos os preços, para que as pessoas não tivessem uma opção de comprar mais barato, porque todos fizeram o mesmo? Bem, eticamente falando, não me parece muito justo, criar uma situação assim, que encurralasse os compradores. Aliás, isso é crime na maioria dos países. Mas mesmo que não fosse, numa situação dessas, temos 2 possibilidades: ou todas as outras pessoas da sociedade, os compradores, teriam um ganho de salário, de aumento de renda, a fim de poderem comprar esses produtos mais caros e isso geraria inflação e, no fim das contas, não mudaria em nada a realidade, porque o mercado teria mais gastos para pagar os salários de seus próprios funcionários, seus fornecedores e todos pagariam mais, gerando a inflação. Mas, no fim das contas, todos comprariam a mesma quantidade de coisas que antes. A outra situação é ninguém ganhar mais e, com o tempo, as pessoas não terem dinheiro para comprar, terem necessidades que causariam outros problemas como os de saúde, por exemplo. Além disso, só se venderia o que fosse extremamente essencial, como a comida e todo o resto não venderia mais, causando fechamento de setores do supermercado e das indústrias que fabricam esses produtos não essenciais.

Ou seja, se o princípio for apenas o ganhar dinheiro, as consequências seriam trágicas. Por outro lado, dentro da ética, o estabelecimento comercial também precisa sobreviver. Se vender muito abaixo, fora do normal, com preços que não sustentem suas atividades, poderá também deixar de existir. Então também existe a ética que garante sua própria sobrevivência, em todos os aspectos. A sobrevivência com dignidade, do negócio, do proprietário, dos funcionários etc. E todos precisam entender que se não for feito de uma maneira que todos ganhem, então o contrário é que todos perdem.

Para ser bem alicerçada, duradoura, com um pilar que mantenha a empresa firme por muito tempo, não pode por exemplo apresentar um produto modinha, destes que duram um pouco de tempo. Até poderá este produto fornecer algum dinheiro e lucro para a empresa por um tempo. Se for um dos vários produtos da empresa, poderá contribuir para um ganho extra por um tempo. Mas um produto “modinha”, sendo o único produto de uma empresa, se for a base de vendas da empresa, logo deixará de ser vendido abundantemente e, se a empresa estruturou toda sua operação para este único produto, terá problemas. Então, é bom pensar em algo que seja relevante, que traga ganhos para quem vai comprar. A médio ou longo prazo, isso é muito mais vantajoso, principalmente para a indústria.


Lucas Durigon


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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

O Pilar do marketing

 


Se traduzirmos a palavra “marketing” literalmente, significa “vendendo”. Ou seja, manter o fluxo de venda contínuo. A propaganda, que é a maneira usual de se traduzir marketing no Brasil, é apenas uma porte do que seria o marketing em si. Estabelecer e firmar o nome da empresa e do produto em si é o propósito do marketing, a fim de que o produto e a empresa se vendam por si mesmos, mantenham o fluxo de vendas funcionando.

Embora a propaganda efetiva, aquela que fala da empresa e do produto por meios de comunicação diversos seja o centro do marketing, ele se faz também quando a empresa se preocupa em manter o nível de qualidade do que faz em alta. Desta forma, a médio e longo prazo, os próprios clientes cuidarão de manter o nome da empresa e do produto/serviço conhecidos por todos. É o famoso boca-a-boca. E funciona muito bem, porque quando alguém que comprou um produto/serviço diz que está satisfeito, diz para outra pessoa que ela deveria comprar, que pode confiar, isso tem um peso muito maior do que quando o próprio vendedor diz que é bom ou que precisa comprar. Quando um amigo comprova que o produto é bom, se esse amigo precisa daquilo, então isso tem um peso muito grande, porque alguém do seu círculo de amizades, da sua confiança, indicou o produto, muito mais força tem isso do que a empresa que vende dizer que aquilo é bom.

Quando a empresa, mesmo que o produto/serviço dê problemas, tem total interesse e atitude para resolver um problema e solucionar para o seu cliente. Porque, problemas todos têm, a diferença é quem soluciona e quem deixa pra lá. Mas isso também é marketing, está tornando o nome conhecido por uma característica importante: não abandonar o cliente quando os problemas aparecem.

Marketing se faz quando a empresa se preocupa em verificar constantemente a necessidade e satisfação dos clientes e, de verdade e efetivamente, fazer algo para melhorar sempre sua forma de agir na sociedade, a fim de fazer frente a estas necessidades. Se ela apenas faz uma propaganda divulgando que está preocupada com as necessidades dos clientes, mas os ignoram quando estes apresentam suas necessidades, então seu marketing terá efeito contrário: irá divulgar a má qualidade dos serviços/produtos oferecidos pela empresa, afastando os clientes.

Todos estes fatores são regidos por princípios e éticas, quase todos encontrados na Bíblia. Mas quero chamar a atenção para um princípio ético muito importante para Deus, que seria a base do marketing, que se resume em: “cumprir o prometido”. O marketing é a divulgação dos princípios, dos valores, e também dos produtos, dos serviços que uma empresa defende e oferece. Quando a empresa promete algo e não cumpre, seu marketing é um tiro pela culatra. Terá o efeito oposto. Cumprir o que promete, o que se propõe, é essencial para que este pilar seja forte. Eu diria que são os ferros do pilar.

Quando uma empresa diz que se preocupa com o bem estar e a satisfação do seu cliente em várias propagandas mas, depois, o cliente percebe que ela só está preocupada, na verdade, em pegar seu dinheiro, rapidamente a sociedade, o conjunto de clientes percebe isso e reage negativamente. Embora não sejam empresas, propriamente ditas, este princípio pode ser claramente observado nos políticos e nos líderes religiosos que fazem promessas e não as cumprem: em como a sociedade reage. O mesmo vale para as empresas.

Aliás, eu percebi, na prática uma coisa: quando uma empresa faz propaganda muito massiva, insistente, nos meios de comunicação. Por exemplo, numa programação de TV, um determinado produto aparece a toda hora, é muito provável que seja de má qualidade. Isso porque ele não se sustenta por si só, através das outras características do marketing, então precisa apenas de propaganda. Ele vende para um determinado cliente, uma vez, que acredita na propaganda. Mas, sendo de má qualidade, aquele cliente não repete a compra, nem fala bem daquela empresa para outra pessoa. Ou seja, o produto não se promove, então a empresa precisa insistentemente gastar dinheiro, tempo e energia com muita propaganda para sempre conseguir clientes novos, em lugar de fazer com que os clientes permaneçam satisfeitos e consumindo e indicando para outros. Não é uma regra, mas um indicativo muito forte: produtos com propaganda insistente eu desconfio.

Lucas Durigon


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