sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Os 4 Pilares e o alicerce de uma empresa


 




Uma empresa, a fim de se estabilizar no mercado, precisa de 4 pilares, construídos sobre um alicerce, que venham a dar sustentação aos seus negócios e atuação na sociedade. Lembrando que a empresa é uma entidade presente na sociedade, tem, por isso mesmo, fins sociais, de atender a necessidades das pessoas inseridas na sociedade onde a empresa está estabelecida.

Primeiro, precisamos entender que existe a necessidade de um ótimo e bem fundamentado alicerce, sobre o qual se colocarão os pilares da empresa. Como cristão, eu digo que este alicerce é Deus, suas orientações e direção. Quem baseia seus negócios sobre a sabedoria de Deus, nunca cairá. Pode até ser que esse alicerce levante apenas uma casa com 1 andar, que não seja uma empresa que venha a ter muitos andares, como um grande edifício. Mas Deus diz que o importante é que ela não caia. Porque, sempre que se cai, perde-se tempo levantando-se novamente. E, claro que é importante saber se levantar novamente quando se cai, porque isso também faz parte da vida, do empreendedorismo. Porém, se o alicerce estiver bem colocado, isso não ocorrerá.

Poderíamos também chamar esse alicerce de Ética. Uma base bem fundamentada em princípios e valores sólidos e bons, que norteiam a construção dos pilares, o crescimento e fundamentação da empresa. Mas aí, voltamos à primeira opção, porque para sabermos quais sãos os bons princípios que devem nortear nossa empresa, acabaremos voltando para a orientação de Deus, contida em Sua Palavra.

Veja um exemplo: muitos podem pensar que o alicerce da empresa é ganhar dinheiro. Que seria o princípio fundamental. O capitalismo ensina isso. Mas, de acordo com a Bíblia, aquele que ama o dinheiro, terá muitos problemas. Então, se o lucro e o ganhar dinheiro for o principal alicerce, pode ser que este empresário coloque produtos ruins e de má qualidade para seus clientes, a fim de aumentar sua margem de lucro. Logo, seu marketing ruirá, porque os clientes perceberão, em algum tempo, que sua empresa não oferece algo de qualidade, e serão poucos, ou serão maus clientes.

Da mesma forma, ao tentar diminuir os custos tentando reduzir o salário dos funcionários, poderá ter mais lucro, mas isso o levará a ter funcionários insatisfeitos e, não preciso dizer onde isso chegará, porque nem precisa ser empresário para entender que funcionários mau pagos não trabalham satisfeitos e, consequentemente, não produzem o suficiente. Pode ser também que os funcionários de uma empresa ganhem bem, e estejam com isso contentes! É provável que, neste caso, você esteja com os piores profissionais da região, aqueles que não arrumam emprego em nenhum outro lugar, porque não sabem trabalhar bem. Só provável.

Não digo que o dinheiro não seja importante. Uma empresa precisa garantir sua sobrevivência de forma saudável. Precisa do lucro. O que eu digo ser problema é o lucro abusivo ou quando se busca o lucro como se fosse a única coisa que importa, que nada mais fosse importante.

Então, a ética que uns pregam pode não ser a ética de outros. Mas quando buscada na fonte correta, pode trazer muitos benefícios. A Ética é construída através do caráter do proprietários e principais colaboradores da empresa. A ética é o alicerce, que podemos chamar de “orientação de Deus”, para que os pilares a serem construídos sejam bem seguros.

Lucas Durigon



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segunda-feira, 20 de julho de 2020

Um bom cadastro ajuda a empresa



Muitos são os usuários e empresários que, quando vão informatizar sua empresa, acreditam que a parte de cadastrar produtos, clientes e fornecedores é só mais uma obrigação chata que precisam cumprir antes de realmente utilizar um sistema de controle de informações.
Encaram a etapa do cadastro como uma-coisa-chata-e-obrigatória, da qual não se pode escapar (que se pudesse, muitos fugiriam) e que, por isso mesmo, deve ser feita o mais rápido possível e, por causa desta ideia, acaba sendo feita de qualquer forma.
E o que a maioria não sabe é que o cadastro é a base de todo o funcionamento, dali pra frente, de uma forma correta e produtiva, do sistema informatizado. É a primeira etapa de um processo de informatização e, por isso mesmo, uma das mais importantes, pois todo o restante que será feito depois dependerá desta primeira etapa feita. E, se não estiver correta ou com uma qualidade satisfatória, vai comprometer e prejudicar todos os processos que serão feitos dali pra frente.
Um cadastro de clientes ou fornecedores, por exemplo, precisa ser feito com cuidado, conferindo os dados minuciosamente, ligando para a pessoa/empresa em questão a fim de confirmar informações duvidosas, porque o que estiver escrito ali vai nortear todo o contato que se fará com aquele cliente/fornecedor dali pra frente. Imagine colocar um endereço ou telefone errado. Ou pior, anotar uma informação de restrição de crédito indevidamente para um cliente! O cuidado necessário para se fazer isso toma tempo, nesta fase do cadastro. Mas é um tempo investido que trará muitos benefícios no dia a dia da empresa.
Imagine também um cadastro de produtos. Se for feito sem qualquer padrão, sem nenhum cuidado com as informações. Alguns ignoram o código de barras, por exemplo, essencial para os processos de venda e de importação de XML da NF-e. Há muitas empresas que ainda não se atentam para isso, empresas grandes, em alguns casos, e causam problemas para si e para seus clientes e toda a cadeia produtiva. Imagine uma informação errada num cadastro de produtos, que informe, digamos, o preço de custo errado. Pode levara a análises erradas da lucratividade da empresa.
Muitos empresários, quando iniciam o processo de informatização, desejam passar por essa etapa de cadastro o mais rápido possível, para “começar logo” a utilizar o sistema em sua empresa. Um dos piores erros!
O correto seria fazer um cadastro de forma cuidadosa e, ao terminar o mesmo, passar por um processo de conferência e revisão, que até pode ser feito depois de iniciar os processos operacionais (de entrada e saída de estoque, por exemplo), mas não muito tempo depois de se ter iniciado os mesmos.
Algumas vezes, manutenções nos cadastros são necessárias. Inativar elementos já não mais usados, aglutinar cadastros duplicados de um mesmo ente, deletar cadastros fantasmas, aqueles feitos mas nunca utilizados etc.
Bons softwares que ofereçam ferramentas para estas funções são necessários, bem como saber utilizar corretamente estas funções e manter uma administração correta dos cadastros. A LUPASoft tem os softwares ideais para todas estas funções e pode fornecer para o empresário uma maneira de controlar seus cadastros, suas informações que venham a ajudar cada vez mais em seus processos administrativos e gerenciais.





leia também meu artigo: "Informatizar para melhorar"

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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Educação à distância


Vantagens da tecnologia e cuidados que devemos ter
Principalmente considerando tempos difíceis como uma pandemia

Não há dúvidas que a Educação à distância (EaD), já presente no mundo há algum tempo, possibilitada pelos avanços da tecnologia, veio para trazer muitas vantagens e, ao longo deste tempo, tem se aperfeiçoado e trazido um importante complemento à educação presencial.
Em termos de tecnologia, 3 itens foram essenciais para possibilitar a popularização desta modalidade educacional:
1. O barateamento dos meios de armazenamento de informações, a fim de possibilitar que grandes quantidades de dados geradas por vídeos possam ser disponibilizadas a todos;
2. A evolução dos equipamentos de gravação de vídeo. Antigamente, para se ter uma câmera analógica, apenas profissionais da área e pessoas com muito dinheiro podiam se dar a esse luxo. Atualmente, qualquer celular do tipo Smart Phone cumpre bem essa função.
3. A evolução dos serviços de streaming (distribuição de conteúdo multimídia) e a própria velocidade da internet (os primeiros serviços de banda larga não seriam capazes de fazer isso) que alcançou níveis extremos.
Que bom que temos essa opção atualmente, mas precisamos considerar alguns pontos, antes de pensarmos que a educação à distância irá aposentar a educação presencial.
Primeiro é bom lembrarmos que processo educacional não se trata apenas de transmissão de conteúdo, apesar de ser esse um ponto importante.
A convivência social entre alunos e professor-aluno, num processo de interação social é enriquecedora, tanto mais quanto sejam os alunos de menor idade, num momento em que estão formando tantas características de sua personalidade. Não é possível, na fase da infância e adolescência, confinar pessoas em formação e impedi-las de relacionamentos pessoais diários e consistentes. Na atual conjuntura, enquanto vivemos a experiência de uma quarentena, estamos percebendo que um dos principais prejuízos para a formação das crianças é o isolamento de seu convívio social. No retorno desta fase, mais do que a falta de conteúdo, preocupa-me ver como estas pessoas em formação reagirão, depois de um tempo tão longo de confinamento, como irão retomar os relacionamentos.
Já temos o prejuízo que a tecnologia, de uma forma especial as redes sociais, impõem sobre os jovens, alienando-os em seus quartos. Não deveríamos também incentivar esse comportamento durante os tempos de aulas, que sempre foram feitas de forma pessoal.
Nem tudo pode ser substituído pela tecnologia.
A consequência natural deste processo é que a troca de ideias, o debate saudável, os questionamentos que permitem a todos esclarecer suas dúvidas, as conversas e tudo o mais fazem parte do desenvolvimento cognitivo e social de qualquer pessoa.
Por outro lado, a tecnologia permite vencer barreiras, distâncias, circunstâncias de impedimento e levar o conhecimento e alguma interação em situações onde e quando isso seria impossível. Quer dizer, o que seria da educação nesta quarentena mundial, durante a pandemia do COVID-19 em 2020? Se não fosse a educação à distância, nestas circunstâncias, teríamos um ano letivo na educação das crianças perdido. Ainda que não seja tão eficaz quanto a presença física dos alunos junto aos professores, essa tecnologia está permitindo fazer alguma coisa.
Rever uma aula gravada mais de 1 vez, ter gerenciamento auxiliado por software de computador para as tarefas a serem executadas, permitir que pessoas, cada uma em sua casa, possam participar juntas, ao mesmo tempo, de aulas dadas por um professor que também pode estar em sua casa, são boas vantagens deste sistema.
Mas é claro que, em se tratando de educação básica, a aula presencial é insuperável.
Porém, para outros tipos de cursos, como treinamentos de funcionários, pequenos cursos de matérias específicas, cursos empresariais, especializações de nível superior e tantas outras modalidades, quando a interação nunca foi, mesmo, a parte mais importante (afinal de contas, quem tem aquela relação de amizade com o professor da faculdade, não é?), para tudo isso a educação à distância tem trazido benefícios sem fim.
Então, não há dúvidas que a EaD é fantástica e serve a muitos propósitos. Mas esta pandemia antecipou em muitos anos a resposta a uma dúvida de alguns tempos: se a EaD poderia substituir totalmente as aulas do ensino fundamental e médio. E a resposta é muito clara: não pode. Como complemento e reforço, será, sem dúvida, muito útil e, neste sentido, também antecipou em anos a qualidade de ensino das escolas públicas e particulares. Mas não tem o conjunto de características que constroem a educação.



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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Digitação X Digitalização


Muitas pessoas confundem os termos acima pela semelhança que têm na escrita. Ambos os termos são usados na informática. Mas são coisas diferentes.
Digitação é o simples ato de digitar, utilizando o teclado, um texto ou comandos no computador. Como este texto que estou digitando agora, no teclado, letra por letra, até completar todo o texto. Pode ser um teclado físico ou virtual, como aqueles que aparecem na tela dos celulares, mas quando se acionam ou apertam teclas num teclado, estamos fazendo digitação.
Já digitalização é quando tornamos digital algo que era analógico. Digitalizar é um processo usado em muitas situações. O mais comum é digitalizar uma imagem, por exemplo, ao colocar a mesma num escaner, que é um aparelho que faz digitalização através da leitura da imagem pela luz. O escaner lê uma imagem ou texto em papel (que é algo analógico) e transforma isso em algo que pode ser armazenado no computador, num formato próprio para armazenamento no computador, tornando-o, então, digital. Ou seja, passou por um processo de digitalização.
Hoje em dia, há a digitalização em 3D. Ou seja, ao invés de capturar para dentro do computador a imagem de uma foto em papel, por exemplo, pode-se digitalizar um objeto ou mesmo uma pessoa em 3D (3 dimensões: altura, largura e profundidade). Para que as modernas impressoras 3D (uma das grandes novidades da tecnologia dos últimos tempos) possa copiar um objeto já existente, ao invés de criar um do zero, será necessário antes fazer a digitalização do objeto já existente com um scaner 3D, capaz de ler o objeto (um enfeite de casa por exemplo), transferindo as informações das cores, medidas (altura, largura, profundidade), brilho etc para o computador, a fim de que este possa, depois disso, utilizar esta mesma informação para imprimir, numa impressora 3D, uma cópia do objeto em si.
Quando um celular tira uma foto de alguém, já o faz no formato digital, ou seja, armazenado em forma de bits e bytes, no computador. Antes, quando a foto era nas máquinas fotográficas que utilizavam filmes, ou seja, não eram formatos digitais (bits e bytes no computador), que precisavam depois serem revelados para poderem ser visualizados, aquele era um processo analógico. Os discos de vinil e as fitas K7 eram analógicos, pois armazenavam as músicas de forma analógica. Quando se passou para o CD ou internet (MP3, por exemplo), as músicas passaram a ser digitais. Ela pode ser criada do zero de forma digital, como nas atuais câmeras dos celulares ou mesmo câmeras digitais, então o formato original já é digital. Porém, quando eu tenho a imagem ou música (dois exemplos) em formato analógico e preciso converter isso para o digital, esse processo é chamado de “digitalização”.
Digamos que, com relação ao texto, o que era escrito na antiga máquina de escrever, ou algo que esteja impresso no papel (sem ter a versão original do computador disponível), está em formato analógico. Quando eu uso um escaner e transfiro essa informação para o computador, então eu estou digitalizando o texto. Neste caso em específico, preciso utilizar um programa de OCR (Optical Character Recognizing) que lê os caracteres impressos e consegue reconhecer cada caracter pelo seu formato, exatamente como nós, seres humanos fazemos. Hoje em dia, este tipo de tecnologia é usada no trânsito, por exemplo, a fim de ler placas de veículos e reconhecer se tem alguma irregularidade automaticamente, ou para emitir multas.
Espero ter ajudado pra esclarecer bem a diferença.




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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Padronização X Variedade


Houve um tempo na informática que os softwares, sistemas operacionais e aplicativos eram dominados por poucos produtores. O Windows, embora na época houvesse mais uma meia dúzia de Sistemas Operacionais, reinava soberano no uso de PC para usuários finais. Grandes empresas usavam o Unix (hoje usam seu filho predileto, o Linux). Esse pouco número de produtores, embora cause um efeito colateral amargo, que seja o domínio de um fabricante, que acaba não tendo concorrentes e gerando um monopólio comercial no mercado, tem também, no campo tecnológico, suas vantagens: criar padrões talvez seja a principal delas. Nos antigos tempos, quando só havia um sistema, criou-se por exemplo Ctrl+C / Ctrl+V que hoje, todos sabem o que é. Imagina se, no início, houvesse dezenas de empresas e cada uma inventasse um jeito de fazer isso, teríamos hoje umas 2 dúzias de maneiras diferentes de mandar conteúdos de um pra outro lugar. A falta de padronização não ajudaria em nada o processo de popularização e aprendizado, a fim de gerar situações que hoje, todos conhecem.
A padronização, então, embora favoreça o domínio comercial de uma empresa que gerou o padrão, tem também a vantagem de tornar a tecnologia popular. Todo mundo sabendo fazer as coisas do mesmo jeito. Foi isso que, no início, permitiu a popularização da informática e da tecnologia. Sem a padronização no início, pode ser que nem tivéssemos chegado ao nível que estamos hoje.
Junto com a variedade de empresas, ao lançar novas tecnologias, aparecem também as muitas opções de como usar uma nova tecnologia. Com isso, ao aprender, por exemplo, em como assistir uma aula virtual, não ajudará muito se, na próxima vez que for assistir uma aula virtual, utilizar uma plataforma diferente da primeira e a forma de uso para assistir essa aula for diferente. Você terá de aprender tudo de novo e não poderá ser beneficiado tanto do aprendizado anterior. Algumas coisas sempre ficam, claro. Mas com cada empresa querendo criar suas próprias formas de fazer as coisas, a dificuldade em se aprender são maiores.
Já se dizia que um padrão é tão bom que cada um quer ter o seu!
O bom, nisto tudo, seria as outras empresas, que criam tecnologias parecidas poderem fazer as coisas parecidas com as primeiras, terem formas de uso que não se diferenciem tanto assim para os usuários finais. Mas acredito que isso será difícil. O mais provável é que aconteça com os aplicativos o mesmo que aconteceu com as músicas.
Assim como a internet possibilitou muitos mais artistas apresentarem seus trabalhos, poderem colocar sua música para o público, esse público tornou-se muito pulverizado, distribuído, diluído. Muitos músicos podem divulgar seu trabalho, mas não tem como este mesmo número de músicos ter fama no país inteiro, serem cantores como os antigos sucessos, como Roberto Carlos, Cazuza, Engenheiros do Havaí e outros. Embora, naquela época, as chances para todos fossem menores e muitos talentos ficassem escondidos, aqueles que conseguiam o sucesso, o faziam numa amplitude e alcance muito maior.
O mesmo ocorreu com o processo da distribuição de empreendedores no Brasil nos micro e pequenos empresários. Temos hoje até o MEI (Microempreendedor individual), onde uma pessoa sozinha é capaz de ter uma empresa: algo impensável algumas décadas atrás.
Esse processo das empresas trouxe algumas vantagens: muitos podem ter a chance de empreender, serem donos de seus negócios, produzirem etc. Mas, proporcionalmente, terão um número menor de clientes, atenderão um nicho mais específico e uma região menor. Também não terão os lucros milionários dos mega empresários de outrora. O sonho de muitos empresários, ao abrirem uma empresa, já foi ficar rico. Mas hoje é diferente. Empresário é o pipoqueiro e a costureira que trabalham sozinhos. Os funcionários de microempresas também não recebem os salários e benefícios das grande empresas, embora tenham mais facilidade de conseguir seus empregos, mais perto de sua vizinhança do que antigamente, mais fáceis de alcançar do que as vagas difíceis nas mega empresas.
Da mesma forma, no mercado de software, hoje em dia temos muitas opções para cada função ou utilidade que existe para atender a cada necessidade dos usuários. E, da mesma maneira que nos outros exemplos, não há muita padronização nas novas tecnologias que vão surgindo. Mesmo para tarefas parecidas, alguns softwares realizam as tarefas de maneiras diferentes.
Ainda bem que as funcionalidades básicas da informática tiveram tempo de serem padronizadas e popularizadas. Hoje muitos a conhecem. Quem não conhece, pode aprender de forma relativamente fácil. A sugestão é que as pessoas invistam tempo e aprendam bem e de forma consistente as funcionalidades, opções e ferramentas básicas da informática, da tecnologia.
Porém, após bem aprender o básico, que hoje em dia é usado em praticamente tudo, de música e TV a casas totalmente inteligentes, de controle administrativo a entretenimento, em tudo a tecnologia está presente. Após bem entender o básico, minha outra sugestão é de que se busque o necessário para atender sua necessidade e se aprenda, de forma específica, a ferramenta que precisa utilizar.
Aos poucos, a padronização massiva vai desaparecer para as novas tecnologias. O que pode ajudar é entender bem a raiz de tudo. Isso vai ajudar bastante no aprendizado de toda nova tecnologia. Isso só se faz com bons treinamentos no que é básico em tecnologia.




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segunda-feira, 27 de abril de 2020

Algoritmos nas Empresas



Os algoritmos, como já falamos, são aqueles pequenos pedaços que compõem o software, contendo a lógica e a sequência de comandos que uma máquina deve obedecer para executar suas tarefas. Dependendo da qualidade do algoritmo, os resultados podem ser melhores ou piores. Eles estão atualmente presentes em tudo, porque estamos cercados de ferramentas tecnológicas, que participam do nosso cotidiano.
Mas é bom lembrar que os algoritmos, os softwares e os computadores só iniciaram suas “vidas” com o uso nas empresas, pela contabilidade, através de planilhas eletrônicas capazes de calcular totais e substituir as antigas folhas colunadas dos contadores e tornar este trabalho bem menos maçante. Aquele foi o início que possibilitou a este equipamento ser popularizado no início de sua existência.
Nos softwares presentes hoje em dia nas empresas as partes mais comuns são os cadastros. Parece simples. Mas, mesmo aqui, um bom algoritmo pode fazer a diferença. Conferências e verificações que facilitem ao usuário não cadastrar “sem querer” um mesmo cliente 2 vezes, facilidades para gerar ou conferir a digitação de um código de barras e outras carcterísticas podem fazer a diferença mesmo num simples cadastro.
Durante outros processos, como a emissão de uma Nota Fiscal Eletrônica, o sistema pode simplesmente oferecer um ambiente de digitação, onde o usuário é responsável por toda informação fornecida e sua integridade ou pode haver um sistema com algoritmos que ajudem o usuário a verificar possíveis erros ou irregularidades durante o processo de emissão de uma Nota, ou mesmo apenas facilitar o procedimento, oferecendo métodos simples de envio desta mesma NF-e ao cliente.
Nestes pontos é que o algoritmo faz a diferença. Imagina se para fazer um pedido de venda, o atendente precisasse digitar e clicar muitas partes da tela, talvez desnecessárias e sem sentido, tornando a sequência de atos para se emitir um pedido uma verdadeira odisseia. Numa parte crucial do sistema como essa, responsável pelo atendimento ao cliente final, é necessário que o processo seja prático e rápido.
Um bom algoritmo, presente num software empresarial pode ser a diferença entre tornar realmente este software em uma ferramenta gerencial de valor ou apenas ter um “programinha” que vai ajudar a manter a lista de clientes ou produtos.
Ferramentas de gerenciamento dos cadastros são essenciais para quem possui cadastros com 1000, 2000, 5000 ou 20 mil itens. Imagine gerenciar tudo isso sem as devidas ferramentas próprias que permitam manter este cadastro, esses registros de forma organizada e relevante.
É nessas horas, mediante esta qualidade do algoritmo (e outros itens, como o suporte prestado pela empresa de informática, o treinamento e as contínuas melhorias no sistema, por exemplo), que fazem a diferença entre aqueles software que se conseguem gratuitos na internet e outros que custam milhões. Dentro desta ampla faixa, com certeza há softwares de qualidade e por um custo benefício atrativo para possibilitar à empresa usar uma verdadeira ferramenta gerencial na sua administração.
As grandes empresas já sabem o valor de uma boa ferramenta de CRM ou ERP. As pequenas empresas podem também ter isso à disposição, se escolherem o software que contém o algoritmo correto e mais útil, dentro das suas necessidades.
Se o que a empresa busca é apenas uma tela para informar ao consumidor final o valor total da compra, eu diria que basta ter uma boa calculadora na mesa, não precisa investir em sistema de informática (leia o artigo “Calculadora de Luxo”). Mas se o empresário quer realmente uma ferramenta que lhe ajude a verificar a saúde administrativa, financeira e operacional da sua empresa, então um software que saiba fazer isso é essencial. Não é qualquer telinha de digitação de NF-e que vai resolver, mas precisa ter um bom algoritmo.




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segunda-feira, 6 de abril de 2020

Os Algoritmos, Sociedade e Cada um de nós



Encerrando o assunto dos algoritmos e falando um pouco mais agora sobre o aspecto social deles, dentro deste ponto de vista social, quando um grupo de pessoas começa a pensar, fortemente, que seu modo de pensar é unânime, pode se animar a defender seu ponto de vista cada vez mais ferrenhamente e, com o passar do tempo, aumentar seu grau de intolerância para os pontos de vista diferentes dos seus. Afinal, de acordo com as redes sociais, “todos” pensam muito parecido com você, todos gostam das mesmas coisas que você, todos “concordam” com você! O fato é que as redes sociais, levadas pelos algoritmos, só mostram os assuntos relacionados àqueles que eu tenho interesse. É como uma pessoa que só frequenta um tipo de grupo, que não se envolve com ninguém mais, que “bloqueia” todos que pensam diferente de si, que vivem fechadas em seu mundo. Com o tempo, o facebook promove isso. E o perigo é essas pessoas não perceberem que essa seleção é artificial, feita por um algoritmo, e que isso não significa que o que ela pensa se tornou unanimidade, apenas essa sensação vem do fato que a rede social deseja promover sua própria audiência, e mostra tudo o que é do interesse da pessoa.
Com o passar do tempo, isso pode tornar a pessoa fechada a novas experiências, a novos conhecimentos.
A TV também fez isso. Mas de forma massiva. Os programas de televisão foram perdendo, aos poucos, ao longo dos anos, a qualidade, porque a audiência é maior nos programas mais popularescos (para não dizer idiotas), porque a grande massa populacional não se preocupa em privilegiar os programas culturais e de caráter realmente informativo. Assistem o que diverte, o que é descontraído, o que está mais fácil, ao alcance da mão. Assim, ao longo do tempo, para manter a audiência, as emissoras de TV investiram mais naquilo que gerava mais audiência. Claro que, neste caso, isso depende também da educação e nível de instrução geral de um povo. Mas a TV emite seu sinal para uma cidade, região ou país. E todo aquele país assiste à mesma programação, mesmo que alguns ali não gostem, vale a maioria.
A tecnologia e os algoritmos das redes sociais fez isso de forma individual. Agora cada indivíduo tem sua programação dirigida pelos algoritmos, a fim de privilegiar seus próprios interesses. Veja a Netflix e outros serviços de transmissão por streaming por exemplo: também têm seus algoritmos, que permitem ao usuário ver aqueles menus de “sua preferência”, do tipo “porque você assistiu isso ou aquilo, quero te sugerir estes outros títulos”. E, às vezes, fica chato, quando você acaba indo no mais fácil, à mão, e não assistindo outros tipos de filmes, parece que só existem aqueles tipos disponíveis. Mas não é.
Ao fazer isso de forma individual, pode haver esse perigo, de fazer as pessoas pensarem que todos ao redor do seu mundo pensam igual a ela. Mas o fato é que o algoritmo, direcionado, dá essa impressão.
Eu acho que esses algoritmos deveriam deixar um “dia livre”, ou seja, pararem de funcionar um dia por semana ou por mês, sei lá, deixando aparecer na sua área da rede social tudo o que é postado pelos seus amigos (que estão na sua rede de amigos), para que você pudesse escolher também outros assuntos para curtir, pouco diferentes daqueles que se tornaram hábito para você, e ver que há coisas diferentes acontecendo por aí.
O mais importante de tudo é que cada um de nós pense nisso de forma consciente e não se deixe enganar pelos direcionamentos do algoritmos. Não se deixe levar, fazendo pensar que aquilo é tudo o que existe no mundo. Uma pessoa que pense assim, levada ao extremo, pode começar a se fechar em seu mundo. Daí está o lado ruim dos maravilhosos algoritmos, que tanto têm contribuído para a melhora da sociedade, de uma forma geral.




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