segunda-feira, 9 de novembro de 2020

O Pilar das Vendas

 


Sobre o aspecto social das vendas, é importantíssimo entendermos uma coisa. Uma empresa só prospera se oferece para vender produtos que interessem a muitos compradores. Que tenha relevância social. Alguns dizem que, quando se abre uma empresa, deve-se fazer uma pesquisa de mercado para saber se o que você quer vender está de acordo com o desejo ou a necessidade de compra das pessoas na região que você atua. Eu diria além: deveríamos ver se o produto que você vende é relevante socialmente. Se contribui para a construção de uma melhor sociedade. Se irá melhorar, de alguma forma, ainda que num simples aspecto, a vida daqueles que você atende.

Então, para a venda, a escolha do produto ou serviço que se irá vender é essencial. Vou usar meu exemplo: eu vendo software e serviços para melhorar a administração de outras empresas. Se meu software apenas faz a somatória dos itens que estão sendo vendidos no caixa, na hora do cliente da loja realizar o pagamento, eu chamaria isso de uma “calculadora de luxo”. Mas essa é apenas uma pequena parte do processo. Um software precisa fornecer ao comerciante ferramentas e informações que o ajudem a perceber como anda sua empresa. E ele precisa saber usar corretamente essa ferramenta, a fim de poder dizer que lhe traz o benefício esperado. Então, ao oferecer meu produto, ofereço junto o serviço de um treinamento, de uma consultoria, a fim de orientar o comerciante como usar corretamente a ferramenta administrativa do software. Neste meu processo de venda, o objetivo é que o comerciante venha a ter um ganho de melhorar o funcionamento da sua empresa, observando sempre princípios e valores que contribuam para que ele também construa um bom alicerce.

Ninguém compra o que não precisa. Então, se você vende algo que ninguém deseja ou precisa, provavelmente terá problemas. Mas se é algo relevante para a sociedade, então o produto permanece girando, o fluxo funcionando e a empresa tem o dinheiro necessário para sua sustentação. Oferecer algo que as pessoas precisam é também uma função social. Imagine se todos os supermercados resolvessem que, de uma hora para outra, fechariam suas portas, porque o governo inventou uma lei que inviabiliza seu negócio. Bem, nesta situação hipotética, me responda: onde as pessoas iriam buscar alimentos para sua sobrevivência diária. Então os supermercados têm uma função que colabora com a sociedade, disponibilizando uma maneira prática de se obter alimentos. Quer dizer, não seria legal, hoje em dia, todo mundo sair por aí, caçando e coletando frutas na floresta, para poder se alimentar. Nossa sociedade atual não está estruturada para isso. Então, neste contexto social, o supermercado é muito relevante. Agora vamos imaginar a questão do princípio, do alicerce, da ética: se um supermercado tentar colocar um preço no produto muito alto, muito além da maioria, então poderia ter mais lucro. Porém, é bem provável que num curto espaço de tempo perdesse os clientes, deixasse de vender e de fazer girar o fluxo, porque os clientes procurariam outros comércios que vendessem mais baratos.

Mas e se todos os supermercados combinassem juntos aumentar todos os preços, para que as pessoas não tivessem uma opção de comprar mais barato, porque todos fizeram o mesmo? Bem, eticamente falando, não me parece muito justo, criar uma situação assim, que encurralasse os compradores. Aliás, isso é crime na maioria dos países. Mas mesmo que não fosse, numa situação dessas, temos 2 possibilidades: ou todas as outras pessoas da sociedade, os compradores, teriam um ganho de salário, de aumento de renda, a fim de poderem comprar esses produtos mais caros e isso geraria inflação e, no fim das contas, não mudaria em nada a realidade, porque o mercado teria mais gastos para pagar os salários de seus próprios funcionários, seus fornecedores e todos pagariam mais, gerando a inflação. Mas, no fim das contas, todos comprariam a mesma quantidade de coisas que antes. A outra situação é ninguém ganhar mais e, com o tempo, as pessoas não terem dinheiro para comprar, terem necessidades que causariam outros problemas como os de saúde, por exemplo. Além disso, só se venderia o que fosse extremamente essencial, como a comida e todo o resto não venderia mais, causando fechamento de setores do supermercado e das indústrias que fabricam esses produtos não essenciais.

Ou seja, se o princípio for apenas o ganhar dinheiro, as consequências seriam trágicas. Por outro lado, dentro da ética, o estabelecimento comercial também precisa sobreviver. Se vender muito abaixo, fora do normal, com preços que não sustentem suas atividades, poderá também deixar de existir. Então também existe a ética que garante sua própria sobrevivência, em todos os aspectos. A sobrevivência com dignidade, do negócio, do proprietário, dos funcionários etc. E todos precisam entender que se não for feito de uma maneira que todos ganhem, então o contrário é que todos perdem.

Para ser bem alicerçada, duradoura, com um pilar que mantenha a empresa firme por muito tempo, não pode por exemplo apresentar um produto modinha, destes que duram um pouco de tempo. Até poderá este produto fornecer algum dinheiro e lucro para a empresa por um tempo. Se for um dos vários produtos da empresa, poderá contribuir para um ganho extra por um tempo. Mas um produto “modinha”, sendo o único produto de uma empresa, se for a base de vendas da empresa, logo deixará de ser vendido abundantemente e, se a empresa estruturou toda sua operação para este único produto, terá problemas. Então, é bom pensar em algo que seja relevante, que traga ganhos para quem vai comprar. A médio ou longo prazo, isso é muito mais vantajoso, principalmente para a indústria.


Lucas Durigon


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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

O Pilar do marketing

 


Se traduzirmos a palavra “marketing” literalmente, significa “vendendo”. Ou seja, manter o fluxo de venda contínuo. A propaganda, que é a maneira usual de se traduzir marketing no Brasil, é apenas uma porte do que seria o marketing em si. Estabelecer e firmar o nome da empresa e do produto em si é o propósito do marketing, a fim de que o produto e a empresa se vendam por si mesmos, mantenham o fluxo de vendas funcionando.

Embora a propaganda efetiva, aquela que fala da empresa e do produto por meios de comunicação diversos seja o centro do marketing, ele se faz também quando a empresa se preocupa em manter o nível de qualidade do que faz em alta. Desta forma, a médio e longo prazo, os próprios clientes cuidarão de manter o nome da empresa e do produto/serviço conhecidos por todos. É o famoso boca-a-boca. E funciona muito bem, porque quando alguém que comprou um produto/serviço diz que está satisfeito, diz para outra pessoa que ela deveria comprar, que pode confiar, isso tem um peso muito maior do que quando o próprio vendedor diz que é bom ou que precisa comprar. Quando um amigo comprova que o produto é bom, se esse amigo precisa daquilo, então isso tem um peso muito grande, porque alguém do seu círculo de amizades, da sua confiança, indicou o produto, muito mais força tem isso do que a empresa que vende dizer que aquilo é bom.

Quando a empresa, mesmo que o produto/serviço dê problemas, tem total interesse e atitude para resolver um problema e solucionar para o seu cliente. Porque, problemas todos têm, a diferença é quem soluciona e quem deixa pra lá. Mas isso também é marketing, está tornando o nome conhecido por uma característica importante: não abandonar o cliente quando os problemas aparecem.

Marketing se faz quando a empresa se preocupa em verificar constantemente a necessidade e satisfação dos clientes e, de verdade e efetivamente, fazer algo para melhorar sempre sua forma de agir na sociedade, a fim de fazer frente a estas necessidades. Se ela apenas faz uma propaganda divulgando que está preocupada com as necessidades dos clientes, mas os ignoram quando estes apresentam suas necessidades, então seu marketing terá efeito contrário: irá divulgar a má qualidade dos serviços/produtos oferecidos pela empresa, afastando os clientes.

Todos estes fatores são regidos por princípios e éticas, quase todos encontrados na Bíblia. Mas quero chamar a atenção para um princípio ético muito importante para Deus, que seria a base do marketing, que se resume em: “cumprir o prometido”. O marketing é a divulgação dos princípios, dos valores, e também dos produtos, dos serviços que uma empresa defende e oferece. Quando a empresa promete algo e não cumpre, seu marketing é um tiro pela culatra. Terá o efeito oposto. Cumprir o que promete, o que se propõe, é essencial para que este pilar seja forte. Eu diria que são os ferros do pilar.

Quando uma empresa diz que se preocupa com o bem estar e a satisfação do seu cliente em várias propagandas mas, depois, o cliente percebe que ela só está preocupada, na verdade, em pegar seu dinheiro, rapidamente a sociedade, o conjunto de clientes percebe isso e reage negativamente. Embora não sejam empresas, propriamente ditas, este princípio pode ser claramente observado nos políticos e nos líderes religiosos que fazem promessas e não as cumprem: em como a sociedade reage. O mesmo vale para as empresas.

Aliás, eu percebi, na prática uma coisa: quando uma empresa faz propaganda muito massiva, insistente, nos meios de comunicação. Por exemplo, numa programação de TV, um determinado produto aparece a toda hora, é muito provável que seja de má qualidade. Isso porque ele não se sustenta por si só, através das outras características do marketing, então precisa apenas de propaganda. Ele vende para um determinado cliente, uma vez, que acredita na propaganda. Mas, sendo de má qualidade, aquele cliente não repete a compra, nem fala bem daquela empresa para outra pessoa. Ou seja, o produto não se promove, então a empresa precisa insistentemente gastar dinheiro, tempo e energia com muita propaganda para sempre conseguir clientes novos, em lugar de fazer com que os clientes permaneçam satisfeitos e consumindo e indicando para outros. Não é uma regra, mas um indicativo muito forte: produtos com propaganda insistente eu desconfio.

Lucas Durigon


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segunda-feira, 14 de setembro de 2020

Os 4 Pilares e o alicerce de uma empresa (parte 2)


E, quais são estes pilares? 

São 4 áreas fundamentais 

para qualquer empresa, 

de qualquer porte: 


1. Operacional; 

2. Comercial; 

3. Marketing; 

4. Administração.




Muitos dizem que a propaganda é a alma do negócio. Eu diria que a administração é a circulação sanguínea. Que o operacional são os músculos. Que as vendas são os membros.

Operacional é tudo aquilo que faz a empresa andar no seu dia a dia. É ela funcionando. Se for um comércio, trata-se de cuidar da aparência da loja, do bom atendimento aos clientes, da disposição dos produtos (nos mercados, tem até uma função só para isso: os repositores). Se for uma fábrica, é a linha de produção. Se for uma prestação de serviços, é a execução deste serviço, como por exemplo a manicure que faz a unha.

Comercial inclui compras e vendas. Venda nem sempre é executada por vendedores, por incrível que pareça. Está muito ligada ao marketing e, muitas vezes, é este que executa as vendas. Mas a área de vendas precisa ser tratada como algo especial, pois é ela que alimenta a empresa para continuar funcionando. Não adianta nada ter uma ótima organização operacional apenas para manter galpões e estantes cheias de produtos parados. As Vendas fazem com que o fluxo gire, o produto saia e o dinheiro entre. Mas se quem compra não colabora, não encontra bons produtos a preços bons, as vendas ficam prejudicadas.

O Marketing é o que faz a marca, a empresa, o produto ser conhecido, visto e que todos saibam que ali, naquela empresa, oferece-se tais e tais produtos e serviços. Que aquele produto atende a tal e tal necessidade das pessoas. É a comunicação para dizer qual a relevância do produto e da empresa para a sociedade. É a informação de como a empresa trabalha. Sem essa comunicação, pode acontecer de existir a empresa e ninguém saber que existe ali algo a ser oferecido.

Mas muitos esquecem da administração. Essa é a parte que eu comparo com a circulação sanguínea de um ser vivo. Que fornece o alimento e leva sustentação a todas as outras áreas. Um vendedor pode simplesmente pegar produtos e vender. O comprador, aquele que busca os produtos para o vendedor, pode fazer compras sem parar. Da mesma forma as outras áreas, como o marketing e operacional. Mas se uma boa administração não busca encontrar a melhor maneira de tudo isso funcionar, haverá morte. Administração inclui planejamento, avaliação, recolocação, propostas de mudanças. E, como a circulação sanguínea está em todas as áreas, a administração está presente em todos os outros setores. Não se pode vender indiscriminadamente, se não se garantir a qualidade dos produtos e o bom atendimento aos clientes. Mas tudo isso é interligado pela administração. E uma boa administração precisa de boas ferramentas para funcionar. Geralmente, a principal ferramenta da administração é, hoje em dia, um bom software administrativo.

Um empresário precisa atentar para todas estas áreas numa empresa, a fim de manter ela saudável e viva. Se pensar apenas em vender, por exemplo, e esquecer das outras áreas, terá problemas. Assim, tudo deve ficar em equilíbrio. E uma atenção especial à administração, que costuma ser esquecida por muitos.

Lucas Durigon


leia também os artigos que falam de cada um destes itens:
O Pilar do Marketing: https://lupasoft.blogspot.com/2020/10/o-pilar-do-marketing.html
O Pilar das Vendas: https://lupasoft.blogspot.com/2020/11/o-pilar-das-vendas.html
O Pilar Comercial: https://lupasoft.blogspot.com/2020/12/o-pilar-comercial.html
O Pilar da Administração: https://lupasoft.blogspot.com/2021/01/o-pilar-da-administracao.html

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sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Os 4 Pilares e o alicerce de uma empresa


 




Uma empresa, a fim de se estabilizar no mercado, precisa de 4 pilares, construídos sobre um alicerce, que venham a dar sustentação aos seus negócios e atuação na sociedade. Lembrando que a empresa é uma entidade presente na sociedade, tem, por isso mesmo, fins sociais, de atender a necessidades das pessoas inseridas na sociedade onde a empresa está estabelecida.

Primeiro, precisamos entender que existe a necessidade de um ótimo e bem fundamentado alicerce, sobre o qual se colocarão os pilares da empresa. Como cristão, eu digo que este alicerce é Deus, suas orientações e direção. Quem baseia seus negócios sobre a sabedoria de Deus, nunca cairá. Pode até ser que esse alicerce levante apenas uma casa com 1 andar, que não seja uma empresa que venha a ter muitos andares, como um grande edifício. Mas Deus diz que o importante é que ela não caia. Porque, sempre que se cai, perde-se tempo levantando-se novamente. E, claro que é importante saber se levantar novamente quando se cai, porque isso também faz parte da vida, do empreendedorismo. Porém, se o alicerce estiver bem colocado, isso não ocorrerá.

Poderíamos também chamar esse alicerce de Ética. Uma base bem fundamentada em princípios e valores sólidos e bons, que norteiam a construção dos pilares, o crescimento e fundamentação da empresa. Mas aí, voltamos à primeira opção, porque para sabermos quais sãos os bons princípios que devem nortear nossa empresa, acabaremos voltando para a orientação de Deus, contida em Sua Palavra.

Veja um exemplo: muitos podem pensar que o alicerce da empresa é ganhar dinheiro. Que seria o princípio fundamental. O capitalismo ensina isso. Mas, de acordo com a Bíblia, aquele que ama o dinheiro, terá muitos problemas. Então, se o lucro e o ganhar dinheiro for o principal alicerce, pode ser que este empresário coloque produtos ruins e de má qualidade para seus clientes, a fim de aumentar sua margem de lucro. Logo, seu marketing ruirá, porque os clientes perceberão, em algum tempo, que sua empresa não oferece algo de qualidade, e serão poucos, ou serão maus clientes.

Da mesma forma, ao tentar diminuir os custos tentando reduzir o salário dos funcionários, poderá ter mais lucro, mas isso o levará a ter funcionários insatisfeitos e, não preciso dizer onde isso chegará, porque nem precisa ser empresário para entender que funcionários mau pagos não trabalham satisfeitos e, consequentemente, não produzem o suficiente. Pode ser também que os funcionários de uma empresa ganhem bem, e estejam com isso contentes! É provável que, neste caso, você esteja com os piores profissionais da região, aqueles que não arrumam emprego em nenhum outro lugar, porque não sabem trabalhar bem. Só provável.

Não digo que o dinheiro não seja importante. Uma empresa precisa garantir sua sobrevivência de forma saudável. Precisa do lucro. O que eu digo ser problema é o lucro abusivo ou quando se busca o lucro como se fosse a única coisa que importa, que nada mais fosse importante.

Então, a ética que uns pregam pode não ser a ética de outros. Mas quando buscada na fonte correta, pode trazer muitos benefícios. A Ética é construída através do caráter do proprietários e principais colaboradores da empresa. A ética é o alicerce, que podemos chamar de “orientação de Deus”, para que os pilares a serem construídos sejam bem seguros.

Lucas Durigon



leia também a continuação deste artigo: 

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segunda-feira, 20 de julho de 2020

Um bom cadastro ajuda a empresa



Muitos são os usuários e empresários que, quando vão informatizar sua empresa, acreditam que a parte de cadastrar produtos, clientes e fornecedores é só mais uma obrigação chata que precisam cumprir antes de realmente utilizar um sistema de controle de informações.
Encaram a etapa do cadastro como uma-coisa-chata-e-obrigatória, da qual não se pode escapar (que se pudesse, muitos fugiriam) e que, por isso mesmo, deve ser feita o mais rápido possível e, por causa desta ideia, acaba sendo feita de qualquer forma.
E o que a maioria não sabe é que o cadastro é a base de todo o funcionamento, dali pra frente, de uma forma correta e produtiva, do sistema informatizado. É a primeira etapa de um processo de informatização e, por isso mesmo, uma das mais importantes, pois todo o restante que será feito depois dependerá desta primeira etapa feita. E, se não estiver correta ou com uma qualidade satisfatória, vai comprometer e prejudicar todos os processos que serão feitos dali pra frente.
Um cadastro de clientes ou fornecedores, por exemplo, precisa ser feito com cuidado, conferindo os dados minuciosamente, ligando para a pessoa/empresa em questão a fim de confirmar informações duvidosas, porque o que estiver escrito ali vai nortear todo o contato que se fará com aquele cliente/fornecedor dali pra frente. Imagine colocar um endereço ou telefone errado. Ou pior, anotar uma informação de restrição de crédito indevidamente para um cliente! O cuidado necessário para se fazer isso toma tempo, nesta fase do cadastro. Mas é um tempo investido que trará muitos benefícios no dia a dia da empresa.
Imagine também um cadastro de produtos. Se for feito sem qualquer padrão, sem nenhum cuidado com as informações. Alguns ignoram o código de barras, por exemplo, essencial para os processos de venda e de importação de XML da NF-e. Há muitas empresas que ainda não se atentam para isso, empresas grandes, em alguns casos, e causam problemas para si e para seus clientes e toda a cadeia produtiva. Imagine uma informação errada num cadastro de produtos, que informe, digamos, o preço de custo errado. Pode levara a análises erradas da lucratividade da empresa.
Muitos empresários, quando iniciam o processo de informatização, desejam passar por essa etapa de cadastro o mais rápido possível, para “começar logo” a utilizar o sistema em sua empresa. Um dos piores erros!
O correto seria fazer um cadastro de forma cuidadosa e, ao terminar o mesmo, passar por um processo de conferência e revisão, que até pode ser feito depois de iniciar os processos operacionais (de entrada e saída de estoque, por exemplo), mas não muito tempo depois de se ter iniciado os mesmos.
Algumas vezes, manutenções nos cadastros são necessárias. Inativar elementos já não mais usados, aglutinar cadastros duplicados de um mesmo ente, deletar cadastros fantasmas, aqueles feitos mas nunca utilizados etc.
Bons softwares que ofereçam ferramentas para estas funções são necessários, bem como saber utilizar corretamente estas funções e manter uma administração correta dos cadastros. A LUPASoft tem os softwares ideais para todas estas funções e pode fornecer para o empresário uma maneira de controlar seus cadastros, suas informações que venham a ajudar cada vez mais em seus processos administrativos e gerenciais.





leia também meu artigo: "Informatizar para melhorar"

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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Educação à distância


Vantagens da tecnologia e cuidados que devemos ter
Principalmente considerando tempos difíceis como uma pandemia

Não há dúvidas que a Educação à distância (EaD), já presente no mundo há algum tempo, possibilitada pelos avanços da tecnologia, veio para trazer muitas vantagens e, ao longo deste tempo, tem se aperfeiçoado e trazido um importante complemento à educação presencial.
Em termos de tecnologia, 3 itens foram essenciais para possibilitar a popularização desta modalidade educacional:
1. O barateamento dos meios de armazenamento de informações, a fim de possibilitar que grandes quantidades de dados geradas por vídeos possam ser disponibilizadas a todos;
2. A evolução dos equipamentos de gravação de vídeo. Antigamente, para se ter uma câmera analógica, apenas profissionais da área e pessoas com muito dinheiro podiam se dar a esse luxo. Atualmente, qualquer celular do tipo Smart Phone cumpre bem essa função.
3. A evolução dos serviços de streaming (distribuição de conteúdo multimídia) e a própria velocidade da internet (os primeiros serviços de banda larga não seriam capazes de fazer isso) que alcançou níveis extremos.
Que bom que temos essa opção atualmente, mas precisamos considerar alguns pontos, antes de pensarmos que a educação à distância irá aposentar a educação presencial.
Primeiro é bom lembrarmos que processo educacional não se trata apenas de transmissão de conteúdo, apesar de ser esse um ponto importante.
A convivência social entre alunos e professor-aluno, num processo de interação social é enriquecedora, tanto mais quanto sejam os alunos de menor idade, num momento em que estão formando tantas características de sua personalidade. Não é possível, na fase da infância e adolescência, confinar pessoas em formação e impedi-las de relacionamentos pessoais diários e consistentes. Na atual conjuntura, enquanto vivemos a experiência de uma quarentena, estamos percebendo que um dos principais prejuízos para a formação das crianças é o isolamento de seu convívio social. No retorno desta fase, mais do que a falta de conteúdo, preocupa-me ver como estas pessoas em formação reagirão, depois de um tempo tão longo de confinamento, como irão retomar os relacionamentos.
Já temos o prejuízo que a tecnologia, de uma forma especial as redes sociais, impõem sobre os jovens, alienando-os em seus quartos. Não deveríamos também incentivar esse comportamento durante os tempos de aulas, que sempre foram feitas de forma pessoal.
Nem tudo pode ser substituído pela tecnologia.
A consequência natural deste processo é que a troca de ideias, o debate saudável, os questionamentos que permitem a todos esclarecer suas dúvidas, as conversas e tudo o mais fazem parte do desenvolvimento cognitivo e social de qualquer pessoa.
Por outro lado, a tecnologia permite vencer barreiras, distâncias, circunstâncias de impedimento e levar o conhecimento e alguma interação em situações onde e quando isso seria impossível. Quer dizer, o que seria da educação nesta quarentena mundial, durante a pandemia do COVID-19 em 2020? Se não fosse a educação à distância, nestas circunstâncias, teríamos um ano letivo na educação das crianças perdido. Ainda que não seja tão eficaz quanto a presença física dos alunos junto aos professores, essa tecnologia está permitindo fazer alguma coisa.
Rever uma aula gravada mais de 1 vez, ter gerenciamento auxiliado por software de computador para as tarefas a serem executadas, permitir que pessoas, cada uma em sua casa, possam participar juntas, ao mesmo tempo, de aulas dadas por um professor que também pode estar em sua casa, são boas vantagens deste sistema.
Mas é claro que, em se tratando de educação básica, a aula presencial é insuperável.
Porém, para outros tipos de cursos, como treinamentos de funcionários, pequenos cursos de matérias específicas, cursos empresariais, especializações de nível superior e tantas outras modalidades, quando a interação nunca foi, mesmo, a parte mais importante (afinal de contas, quem tem aquela relação de amizade com o professor da faculdade, não é?), para tudo isso a educação à distância tem trazido benefícios sem fim.
Então, não há dúvidas que a EaD é fantástica e serve a muitos propósitos. Mas esta pandemia antecipou em muitos anos a resposta a uma dúvida de alguns tempos: se a EaD poderia substituir totalmente as aulas do ensino fundamental e médio. E a resposta é muito clara: não pode. Como complemento e reforço, será, sem dúvida, muito útil e, neste sentido, também antecipou em anos a qualidade de ensino das escolas públicas e particulares. Mas não tem o conjunto de características que constroem a educação.



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segunda-feira, 8 de junho de 2020

Digitação X Digitalização


Muitas pessoas confundem os termos acima pela semelhança que têm na escrita. Ambos os termos são usados na informática. Mas são coisas diferentes.
Digitação é o simples ato de digitar, utilizando o teclado, um texto ou comandos no computador. Como este texto que estou digitando agora, no teclado, letra por letra, até completar todo o texto. Pode ser um teclado físico ou virtual, como aqueles que aparecem na tela dos celulares, mas quando se acionam ou apertam teclas num teclado, estamos fazendo digitação.
Já digitalização é quando tornamos digital algo que era analógico. Digitalizar é um processo usado em muitas situações. O mais comum é digitalizar uma imagem, por exemplo, ao colocar a mesma num escaner, que é um aparelho que faz digitalização através da leitura da imagem pela luz. O escaner lê uma imagem ou texto em papel (que é algo analógico) e transforma isso em algo que pode ser armazenado no computador, num formato próprio para armazenamento no computador, tornando-o, então, digital. Ou seja, passou por um processo de digitalização.
Hoje em dia, há a digitalização em 3D. Ou seja, ao invés de capturar para dentro do computador a imagem de uma foto em papel, por exemplo, pode-se digitalizar um objeto ou mesmo uma pessoa em 3D (3 dimensões: altura, largura e profundidade). Para que as modernas impressoras 3D (uma das grandes novidades da tecnologia dos últimos tempos) possa copiar um objeto já existente, ao invés de criar um do zero, será necessário antes fazer a digitalização do objeto já existente com um scaner 3D, capaz de ler o objeto (um enfeite de casa por exemplo), transferindo as informações das cores, medidas (altura, largura, profundidade), brilho etc para o computador, a fim de que este possa, depois disso, utilizar esta mesma informação para imprimir, numa impressora 3D, uma cópia do objeto em si.
Quando um celular tira uma foto de alguém, já o faz no formato digital, ou seja, armazenado em forma de bits e bytes, no computador. Antes, quando a foto era nas máquinas fotográficas que utilizavam filmes, ou seja, não eram formatos digitais (bits e bytes no computador), que precisavam depois serem revelados para poderem ser visualizados, aquele era um processo analógico. Os discos de vinil e as fitas K7 eram analógicos, pois armazenavam as músicas de forma analógica. Quando se passou para o CD ou internet (MP3, por exemplo), as músicas passaram a ser digitais. Ela pode ser criada do zero de forma digital, como nas atuais câmeras dos celulares ou mesmo câmeras digitais, então o formato original já é digital. Porém, quando eu tenho a imagem ou música (dois exemplos) em formato analógico e preciso converter isso para o digital, esse processo é chamado de “digitalização”.
Digamos que, com relação ao texto, o que era escrito na antiga máquina de escrever, ou algo que esteja impresso no papel (sem ter a versão original do computador disponível), está em formato analógico. Quando eu uso um escaner e transfiro essa informação para o computador, então eu estou digitalizando o texto. Neste caso em específico, preciso utilizar um programa de OCR (Optical Character Recognizing) que lê os caracteres impressos e consegue reconhecer cada caracter pelo seu formato, exatamente como nós, seres humanos fazemos. Hoje em dia, este tipo de tecnologia é usada no trânsito, por exemplo, a fim de ler placas de veículos e reconhecer se tem alguma irregularidade automaticamente, ou para emitir multas.
Espero ter ajudado pra esclarecer bem a diferença.




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